Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

É a primeira vez que a coligação no Governo surge destacada no primeiro lugar das intenções de voto na sondagem da Aximage, desde que António Costa assumiu a liderança do PS. Na sondagem publicada esta quarta-feira, no Jornal de Negócios e Correio da Manhã, a coligação PSD/ CDS ultrapassa o PS e fica à frente com uma vantagem de 5,6 pontos percentuais, conseguindo 38,9% das intenções de voto. Os socialistas sofrem uma queda vertiginosa, passando dos 38% que obtiveram na sondagem de julho para os 33,3%.

A coligação PSD/CDS tinha, na mesma sondagem, em julho, 37,8% das intenções de voto, subindo assim 1,1 pontos percentuais.

A CDU também sobe um ponto percentual, de 7,5 para 8,5% das intenções de voto. O Bloco de Esquerda surge a seguir, arrecadando 4,6%, mais 0,6 pontos percentuais face a julho. O PDR sobe, o Livre sobe. Só mesmo o PS é que cai.

A abstenção mostrada nesta sondagem fica nos 36,2% e a percentagem de indecisos está nos 2,9%.

A última sondagem publicada antes desta foi pelo Expresso, na semana passada, e dava uma vitória ao PS, sobre a coligação, por uma diferença ponto percentual. Até agora, só uma sondagem tinha dado a vitória à coligação – também por um ponto –, uma sondagem que foi realizada pela Católica para a RTP/DN. Foi publicada 16 de junho e dava 38% à coligação Portugal à Frente e 37% ao PS.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

A sondagem da Aximage consultou indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel. Os resultados vêm de 602 entrevistas, 275 a homens e 327 a mulheres, uma amostra “aleatória e estratificada”, diz a ficha técnica da sondagem.

O exercício, que foi realizado entre 4 e 7 de setembro, colocou, também, Pedro Passos Coelho como o líder em quem as pessoas têm “maior confiança para primeiro-ministro”. 39,4% das pessoas “elegeram” Passos Coelho como o líder em quem teriam maior confiança, com António Costa a descer para segundo lugar, recebendo a confiança de 37,7% dos inquiridos.

21,7% dos inquiridos não teriam confiança “em nenhum dos dois”.