Pelo menos 34 pessoas morreram afogadas depois de um barco com 112 pessoas se ter afundado ao largo da ilha de Farmakonisi, na Grécia, em mais uma tragédia relacionada com o fluxo de migrantes para a Europa.

O número foi hoje avançado pela agência de notícias grega, ANA, que diz que as vítimas mortais incluem quatro bebés e onze crianças: seis rapazes e seis raparigas.

O barco de madeira afundou-se devido à sua fragilidade e aos fortes ventos que se fazem sentir na região.

Um total de 34 pessoas foram já confirmadas mortas, tendo as autoridades resgatado do mar com vida 68 pessoas; e mais 29 conseguiram nadar até à costa da pequena ilha no sul da Grécia.

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A guarda costeira está ainda à procura de quatro crianças desaparecidas, depois de outro barco se ter afundado ao largo da ilha grega de Samos, perto da costa da Turquia.

Estas últimas tragédias seguem-se à da morte de muitos refugiados, incluindo um menino de 3 anos, cuja fotografia do corpo numa praia da Turquia tornou-se um símbolo da crise migratória que a Europa enfrenta, devido ao elevado número de refugiados que tentam fugir à guerra no seu país, principalmente na Síria.

Desde o princípio do ano, de acordo com a Organização Internacional para as Migrações, mais de 430 mil migrantes chegaram à Europa, tendo 2,748 morrido ou desaparecido.

A notícia destas mortes surge também no contexto de críticas de vários políticos europeus à maneira como a Grécia e a Turquia têm guardado as suas fronteiras, que delimitam também a União Europeia, mas as críticas são rejeitadas pelas autoridades gregas e turcas.

“A Grécia está a aplicar rigorosamente os tratados europeus e internacionais, sem ignorar a humanidade da situação”, disse a primeira-ministra do Governo de transição Vassiliki Thanou, durante uma visita a Lesbos, uma ilha grega que tem atualmente mais refugiados que habitantes, de acordo com a imprensa internacional.

A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu no sábado que Atenas tem de fazer mais esforços para proteger as fronteiras externas: “Temos uma segunda fronteira externa, que é entre a Grécia e a Turquia, onde precisamos de proteção. E esta proteção, neste momento, não está a ser garantida”, disse.

“A Grécia tem de levar a cabo a sua responsabilidade… vamos também falar com a Turquia”, disse a líder do Governo germânico.