Mais de meia centena de dissidentes cubanos, incluindo membros do movimento “Damas de Branco” e outros ativistas, foram detidos no domingo em Havana, detenções que, segundo fontes da oposição, se juntam a outras 23 de domingos anteriores.

A líder das “Damas de Branco”, Berta Soler, disse à agência Efe que à semelhança do que se passou em semanas anteriores, as detenções aconteceram após os dissidentes terem assistido à missa numa igreja em Havana e de uma caminhada pelo parque, que habitualmente fazem ao domingo.

O movimento “Damas de Branco” é um grupo formado pelas mulheres e filhas dos presos políticos que constituíram o grupo de 75 homens presos na “Primavera Negra” de 2003 em Cuba.

Soler afirmou que foram detidas 37 mulheres do seu grupo e outros 21 ativistas, incluindo ela, o seu marido, o ex-preso político Ángel Moya e o ex-prisioneiro Félix Navarro.

Segundo explicou, ela e Moya foram levados para um esquadra da polícia situada no bairro de Alamar, onde estiveram retidos várias horas.

Por seu lado, o diretor do fórum crítico “Estado de SATS”, Antonio González Rodiles, que esteve entre o grupo de ativistas que acompanharam as “Damas de Branco”, detalhou que as detenções aconteceram quando iniciaram uma marcha para pedir a aprovação de uma lei de amnistia.

O Governo cubano considera os dissidentes “contrarrevolucionários” e “mercenários”.