Estados Unidos da América

Washington saúda adiamento de “eleições ilegais” e retirada de armas na Ucrânia

Os EUA congratularam-se com o adiamento das "eleições ilegais" por parte dos separatistas pró-russos no leste da Ucrânia e com o início da retirada de armas pesadas por Kiev, Moscovo e pelos rebeldes.

Washington congratulou-se com "fortalecimento do cessar-fogo" na Ucrânia, apesar de ainda haver "muito trabalho a ser feito".

SERGEI SUPINSKY/AFP/Getty Images

Os Estados Unidos congratularam-se com o adiamento das “eleições ilegais” por parte dos separatistas pró-russos no leste da Ucrânia e com o início da retirada de armas pesadas por Kiev, Moscovo e pelos rebeldes.

A satisfação pelo adiamento das eleições locais para 2016 – uma concessão também saudada por Kiev, pelos países europeus e pelo Kremlin – foi expressa pelo porta-voz do Departamento de Estado, Mark Toner, sendo a tomada de posição da diplomacia americana, num contexto de calma no conflito ucraniano, uma das mais positivas vindas de Washington nos últimos 18 meses.

Mark Toner sublinhou que a população residente em áreas controladas pelos separatistas tem “o direito de escolher os seus representantes locais, em eleições que respeitem os padrões internacionais, a legislação ucraniana e sejam monitorizadas pela OSCE [Organização para a Segurança e Cooperação na Europa], como determinam os acordos [de paz] de Minsk”, assinados em 2014 e 2015 por Moscovo e Kiev, sob os auspícios de Berlim e Paris.

O porta-voz da diplomacia norte-americana também se congratulou por “a Ucrânia, a Rússia e os separatistas terem começado a retirar as armas pesadas da linha de contacto no leste da Ucrânia”, vendo aí um “fortalecimento do cessar-fogo”, apesar de ainda haver “muito trabalho a ser feito”.

Outro diplomata americano, falando sob anonimato, descartou, para já, a perspetiva de um fim rápido da situação que se vive na Ucrânia, que se debate com uma crise política desde final de 2013 e com um conflito armado no leste desde 2014.

Os EUA tem condenado as ações dos separatistas pró-russos e denunciado o envolvimento militar de Moscovo, dando azo à mais intensa crise diplomática entre Washington e Moscovo desde a Guerra Fria, com a tensão a agravar-se quando os norte-americanos impuseram sanções contra os interesses russos.

Em seguida, encurralados pelas crises no Médio Oriente, os EUA incitaram os europeus a fazer valer os acordos de paz de Minsk.

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