Pelo menos sete pessoas morreram esta quinta-feira quando o barco de madeira em que seguiam se afundou perto da ilha de Lesbos. A embarcação afundou após colidir com um barco da guarda costeira grega, indicaram as equipas de socorro.

O barco, que transportava dezenas de refugiados, afundou-se poucos minutos depois do embate com um barco de patrulha de 30 metros, na manhã de quinta-feira, em circunstâncias que estão a ser investigadas.

Os primeiros cadáveres recuperados foram os de uma mulher, duas meninas pequenas e um bebé, precisou a guarda costeira. Outras três vítimas, “uma mulher, um homem e um menor”, foram encontrados mais tarde, acrescentou a guarda costeira, enquanto equipas de resgate gregas apoiadas por um navio português e um helicóptero da agência fronteiriça da União Europeia Frontex percorriam a área em busca dos desaparecidos.

Os 31 sobreviventes transportados para terra deram conta de um total de oito pessoas desaparecidas.

Um fotojornalista da agência de notícias francesa, AFP, que assistiu à colisão a partir da margem de Lesbos, disse que o barco de madeira se afundou na água em apenas dois ou três minutos após o embate, ocorrido a cerca de dois quilómetros de terra.

O repórter fotográfico relatou ainda que viu as equipas de resgate a apressar-se a tirar as pessoas da água, e um segundo barco da guarda costeira e um helicóptero do Frontex a chegarem ao local cerca de 10 minutos depois.

As nacionalidades dos refugiados não são ainda conhecidas.

As autoridades anunciaram que foi ordenada uma investigação para determinar a causa da colisão. De acordo com a polícia portuária grega, o barco estava aparentemente a tentar fugir à guarda costeira. Muitos refugiados têm morrido no mar Egeu, na perigosa travessia entre a Turquia e a Grécia.

Na quarta-feira, uma mulher, uma menina e um bebé morreram quando a embarcação em que viajavam se afundou ao largo de Lesbos.

Segundo a Organização Internacional das Migrações, mais de 600.000 refugiados chegaram às costas da Europa desde janeiro, ao passo que mais de 3.000 morreram ou desapareceram a tentar fazê-lo. À Grécia chegaram mais de 450.000 pessoas, a maioria delas fugindo à guerra civil na Síria.

Atenas e o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) apelaram à União Europeia para abrir mais vias legais para as pessoas que tentam escapar à guerra e à perseguição, para que não tenham de arriscar a vida para ficar em segurança.

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