Turquia

8 turistas alemães entre os 10 mortos em atentado. Turquia culpa Estado Islâmico

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O atentado em Istambul desta terça-feira causou a morte a 10 pessoas: oito delas eram turistas alemães. Não há vítimas portuguesas. PM turco diz que o responsável é militante do Estado Islâmico.

A zona de Sultanahmet atrai normalmente uma grande afluência de turistas.

AFP/Getty Images

Atualizado às 18h44

Um explosão na praça Sultanahmet, entre a basílica de Santa Sofia e a Mesquita Azul, no centro histórico e turístico de Istambul, provocou a morte de pelo menos 10 pessoas e fez 15 feridos. Oito das vítimas mortais são turistas alemães, confirmou o ministro alemão dos Assuntos Externos, Frank-Walter Steinmeier, que deixou ainda um aviso: “Não nos deixaremos intimidar pelo terrorismo”, disse. Segundo a agência Reuters, o ministro dos assuntos externos do Peru afirmou que outra das vítimas mortais é peruana.

O primeiro-ministro da Turquia, Ahmet Davutoglu, já veio a público afirmar, citado pela Associated Press, que o bombista que perpetuou o ataque é militante do Estado Islâmico. Depois de ter comunicado com a chanceler Angela Merkel pelo telefone, em que expressou as suas condolências, o PM do país afirmou, citado pela BBC: “Descobrimos que o responsável pelo ataque é um estrangeiro que é membro do Daesh”

Antes, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, já havia confirmado que a explosão tinha sido provocada por um bombista suicida de “origem síria” nascido em 1988 e que a maioria dos mortos registados são de nacionalidade estrangeira.

Ao Diário Económico o ministério dos Negócios Estrangeiros português afirmou que “não é expectável que existam vítimas portuguesas”. À TSF José Luís Carneiro, secretário de Estado das Comunidades adiantou ainda que, pelas informações recolhidas através do consulado luso na cidade, o número de vítimas mortais é agora de 10, sendo que a maioria são alemães e um japonês – a nacionalidade dos restantes estará ainda por identificar. No entanto, a Associated Press aponta para a existência de nove turistas germânicos entre as vítimas mortais.

A agência de notícias turca Dogan noticiou ainda que entre os feridos estão pelo menos seis alemães, um norueguês e um peruano. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Noruega diz que está a trabalhar em conjunto com a embaixada do país na Turquia para esclarecer a situação dos seus cidadãos. Também o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão já aconselhou os turistas germânicos a evitarem locais com multidões avisando que podem ocorrer novos “ataques terroristas” na Turquia.

A Chanceler Angela Merkel afirmou que, provavelmente, entre as vítimas estão cidadãos alemães: “Estamos muito preocupados que cidadãos alemães podem e provavelmente estão entre as vítimas”, afirmou Merkel numa conferência de imprensa e citada pelo jornal The Guardian.

Já no passado mês de outubro uma explosões durante uma manifestação pacífica organizada por ativistas na capital Ancara provocou 103 mortos. A Turquia responsabilizou na altura o autoproclamado Estado Islâmico pelo atentado.

Entretanto começaram já a chegar imagens do local:

Estas imagens da Sky News mostram também alguma apreensão das autoridades ao evacuar as pessoas do local da explosão:

As reações ao ataque na cidade turca já começaram a surgir. O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, condenou aquele que considerou um “brutal ataque terrorista em Istambul”. Já a conta oficial de Twitter do Presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, condenou o ataque e pediu “unidade e determinação” para enfrentar o terrorismo:

Num comunicado conjunto, a Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Federica Mogherini, e o Comissário responsável pela Política Europeia de Vizinhança, Johannes Hahn, enviaram também “sinceras condolências às famílias das vítimas”, desejando igualmente a “rápida recuperação dos feridos”. No documento lê-se ainda que a “UE e a Turquia continuam unidos contra todas as formas de terrorismo.”

O Secretário-Geral da NATO, Jens Stoltenberg, condenou igualmente o “ataque terrorista” garantindo que todos os aliados estão “unidos na luta contra o terrorismo”. Já Ban Ki-Moon, segundo relata o iTele, classificou o atentado como um ataque “desprezível”.

O presidente francês também já comentou o atentado. Tal como já havia feito o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, François Hollande decidiu expressar a sua solidariedade e condenar os ataques “odiosos” feitos em Istambul:

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