O grupo português Orelha Negra volta a escolher o Centro Cultural de Belém para mostrar, em Lisboa, pela primeira vez, as canções de um novo álbum, que irá ainda ser gravado e editado na primavera.

O concerto está marcado para sábado e está esgotado, seguindo-se uma atuação no dia 30 no Hard Club, no Porto.

Sem divulgação prévia de qualquer tema, os Orelha Negra remetem as novidades sobre o que será o terceiro álbum para este concerto no CCB. “Vamos experimenta noventa por cento do disco”, contou o baterista Fred Ferreira à agência Lusa.

Os Orelha Negra são um quinteto instrumental formado por Sam the Kid, Fred Ferreira, DJ Cruzfader, Francisco Rebelo e João Gomes e que cruza marcas sonoras do hip hop, da eletrónica, do soul e do funk.

Têm dois álbuns editados, homónimos, que foram apresentados em circunstâncias semelhantes às deste terceiro disco. Em 2008 deram-se a conhecer no Musicbox e em 2012 anteciparam o álbum no CCB, onde regressam agora.

“Este concerto é como ter um objetivo definido no calendário para o qual estamos a trabalhar. Nos últimos meses temos estado juntos todos os dias, tem sido uma experiência quase espiritual, somos amigos; tivemos um ano e tal de pausa depois do segundo disco”, referiu o baterista.

Segundo Fred Ferreira, este poderá ser o álbum mais equilibrado dos Orelha Negra, com mais contribuições musicais repartidas por todos os músicos, embora as ideias base dos temas seja de Sam The Kid. O músico diz que há uma evolução nos temas, pelos ‘samples’ de instrumentais e de vozes, e o jazz, o funk, o hip hop voltaram a ser convocados.

“É mais difícil de tocar ao vivo, temos temas mais desafiantes. Muito pouca gente ouviu ainda as músicas. O facto de o concerto ser em Lisboa é uma prova de confiança das pessoas com os Orelha Negra”, afirmou Fred Ferreira.

Depois dos concertos, o grupo entrará em estúdio para finalizar o álbum, que deverá sair em abril, seguindo-se digressão pelo país.