Nenhum humano vive permanentemente na Antártida. De vez em quando, os pinguins e focas que habitam por lá recebem a companhia de grupos de cientistas e de turistas mais aventureiros que não receiam o frio gélido do Polo Sul. Das 66 bases científicas (ninguém vivia lá quando James Cook circundou o continente gelado no século XVIII), apenas 37 têm as portas abertas aos visitantes: são 3 mil no verão, três vezes menos no inverno. E estes raramente ficam mais do que cinco meses.

Entre meio ano de sol e meio ano de escuridão total – com temperaturas cortantes constantes – há uma luz que continua acesa por lá. Em 1998, a Wells Fargo instalou uma caixa multibanco numa terra onde o gelo é quem mais ordena e tornou esta máquina na mais isolada do mundo. Este terminal bancário é utilizado pelos cientistas da Estação de McMurdo, a maior daquela região e por onde passam entre 250 e 1000 pessoas, dependendo da época, conta o The Weather Channel.

Para esta empresa de serviços financeiros, é gente suficiente para instalar a máquina e impulsionar o comércio local. Porque ele existe: em McMurdo há cafetarias, bares, áreas de serviço e minimercados. Alguns destes sítios apenas aceitam dinheiro, outros têm um terminal multibanco na loja que pode ser utilizado quando as compras ultrapassam um valor estipulado. Como a moeda da máquina é o dólar americano, os utilizadores do terminal têm de até à Base Scott para trocá-lo para a moeda neozelandesa, porque McMurdo é território da Nova Zelândia.

Mas o que acontece se a máquina precisar de manutenção? A Mental Floss fez esta pergunta à Wells Fargo e ficou a saber que a equipa da estação recebeu formação para conseguir resolver esse problema quando os especialistas da empresa não podem ir ao local. De dois em dois anos, as duas máquinas existentes em McMurdo são atualizadas por trabalhadores que passam por testes físicos e psicológicos que garantem a sua aptidão para a tarefa.