A Academia dos Óscares vai tomar uma série de medidas “históricas” para se abrir mais às mulheres e minorias étnicas, para acalmar a polémica sobre a falta de diversidade tanto dos membros como das escolhas cinematográficas.

Depois de uma “votação unânime na quinta-feira (…), a Academia vai tomar medidas históricas para aumentar a visibilidade”, designadamente “visando uma duplicação até 2020 dos seus membros femininos ou provenientes” das minorias étnicas, segundo um comunicado distribuído hoje.

“A Academia vai liderar o movimento e não esperar que o setor supere o atraso” em termos de diversidade, declarou a sua presidente, Cheryl Boone Isaacs.

Ela própria negra, Isaacs tinha declarado há dias que tinha “o coração partido e frustração” pela lentidão das mudanças na instituição.

A Academia, integrada por uma forte maioria de homens brancos idosos, está no centro de uma forte controvérsia depois de ter apresentado, pelo segundo ano consecutivo, atores exclusivamente brancos como candidatos finalistas aos Óscares.

Várias personalidades do cinema decidiram boicotar a cerimónia de entrega dos prémios, em 28 de fevereiro, como o realizador Spike Lee, que recebeu este ano um Óscar de honra pela sua carreira, e os atores Will Smith e a esposa, Jada Pinkett-Smith.