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A Suécia está a preparar-se para expulsar entre 60.000 e 80.000 migrantes que chegaram ao país em 2015, avança a AFP. O ministro do Interior, Anders Ygeman, membro de um governo de esquerda formado por social-democratas e verdes, anunciou na quarta-feira que aqueles que viram os seus pedidos de asilo serem rejeitados vão ter de sair da Suécia.

“Estamos a falar de 60.000 pessoas, mas penso que este número pode chegar a 80.000”, afirmou Anders Yegman, explicando que o Governo já tinha pedido à polícia e às autoridades responsáveis pelo acolhimento de refugiados para organizar a saída destas pessoas em voos específicos, durante vários anos.

Até à data, e de acordo com os dados da União Europeia, já chegaram este ano mais 46.000 pessoas à Grécia e pelo menos 170 pessoas morreram a atravessar o Mediterrâneo. A Suécia é um dos países que acolheu mais refugiados e, só no ano passado, aceitou mais de 160.000 pedidos de asilo.

Na terça-feira, as autoridades pediram mais forças de segurança para vigiar os centros de refugiados, um dia depois de uma funcionária, com 22 anos, ter sido morta por um grupo de jovens refugiados. A morte de Alexandra Mezher levantou várias questões sobre as condições em que vivam os refugiados nestes centros, sobrelotados e com poucos adultos para acompanhar os mais novos.

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