O presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP) afirmou que o Governo está a aproveitar a redução do custo do petróleo para fazer com que o aumento do imposto sobre combustíveis não seja notado pelos portugueses.

“O Governo está a tentar, através do aumento desse imposto [sobre os produtos petrolíferos], como tendencialmente haverá uma redução do custo do petróleo e dos combustíveis, que isso acabe por não ser muito notado no bolso dos portugueses”, afirmou à Lusa o presidente da AEP.

Para Paulo Nunes de Almeida, “o aumento do imposto sobre os produtos petrolíferos está a ser usado porque se está a beneficiar de uma conjuntura nesse aspeto favorável e, portanto, de alguma forma entra em contradição com a procura externa desfavorável.

Perante este aumento, o responsável considera que falta saber “é se amanhã, se o petróleo voltar a subir, o que é que depois vai acontecer a esse imposto”

“Já sentimos em Portugal, no passado, muitos aumentos de impostos que iam ser transitórios e que depois acabaram por não ser”, lamentou o presidente da AEP para quem “um aumento de imposto é sempre mau quando a ideia generalizada é que a carga fiscal sobre o rendimento dos portugueses já é de si muito elevado”.

Paulo Nunes de Almeida recordou que “houve um conjunto de pressupostos que durante a campanha eleitoral fez com que os partidos que hoje sustentam o governo tenham feito um conjunto de promessas que neste momento estão a tentar cumprir”.

“Direi que não se perspetivando um grande crescimento económico, se há um aumento da despesa só há uma forma de o compensar que é o aumento dos impostos”, disse.