A indústria da moda pode estar perante um facelift global. Antes do ano 2015 acabar, os franceses assistiram à aprovação de uma lei que obriga as modelos a confirmar que são saudáveis; só assim podem trabalhar. Agora, uma legislação semelhante pode vingar no estado norte-americano da Califórnia.

Marc Levine, deputado do Partido Democrata na assembleia do estado californiano, é o nome por detrás da iniciativa que visa alcançar proteções legais mais fortes para garantir a saúde de modelos profissionais. E caso a legislação avance, as modelos que queiram trabalhar naquele estado terão de obter um atestado médico para comprovar que são saudáveis. 

O que a nova legislação implicará (caso seja aceite)

Mostrar Esconder

Caso a legislação de Marc Levine siga em frente, estes serão os requisitos obrigatórios:

  • as modelos terão de obter um atestado médico de modo a garantir que cumprem os padrões de saúde estabelecidos;
  • as agências de modelos terão de estar devidamente licenciadas;
  • as agências de modelos serão obrigadas a manter registos de saúde e serão multadas caso recorram a modelos sem os devidos atestados médicos.

A proposta de lei pede a adoção de medidas como check-ups periódicos, consultas de nutrição e o tal atestado médico, escreve a Vogue. Ainda assim, não é claro qual o método que será usado — caso a lei seja aprovada — para determinar a saúde individual. Em França, por exemplo, a lei aprovada a 17 de dezembro obriga que as modelos recorram a médicos para medir a gordura corporal através do Índice de Massa Gorda — só assim garantem as condições necessárias para exercer a profissão. 

A ideia, à semelhança do que aconteceu em solo francês, é combater os distúrbios alimentares no mundo da moda (e não só). Segundo a Associação Nacional de Anorexia Nervosa e Distúrbios Associados, citada pela a página The Press Democrat, mais de dois terços das raparigas na escola primária admitem que as fotografias que vêm nas revistas de moda influenciam a maneira como olham para o próprio corpo, sendo que quase metade diz que essas imagens fazem-nas querer perder peso. 

Segundo Marc Levine, leis semelhantes existem em França, Itália, Israel e Espanha.