No dia 22 de janeiro noticiava-se que o estudante da Universidade americana da Virgínia, Otto Frederick Warmbier, tinha sido detido na Coreia do Norte acusado de estar a preparar um “ato hostil” contra o país e que tinha sido “tolerado e manipulado” por Washington.

Quase dois meses depois da detenção, que ocorreu no dia 2 de janeiro, a CNN teve acesso a um vídeo onde Warmbier aparece a ler um comunicado em que admite todos os crimes: “Eu cometi o crime ao derrubar um slogan político da área de pessoal do Hotel Internacional Yanggakdo”, diz, referindo-se ao facto de ter, alegadamente, roubado um cartaz político da parede de um hotel na capital Pyongyang.

A CNN refere ainda que não existe informação se o estudante de 21 anos foi ou não forçado a proferir estas afirmações.

No vídeo, Warmbier continuou desculpando-se aos “milhões de coreanos” e a implorar “para que vejam como fui usado e manipulado”. A “recompensa pelo meu crime é muito mais pequena do que as recompensas que a Igreja Metodista recebeu da parte da Administração dos Estados Unidos”. Segundo a agência de notícias norte-coreana, a KCNA, o americano revelou que um membro desta Igreja lhe pediu o referido cartaz prometendo-lhe um carro usado no valor de 10 mil dólares.

Depois o estudante concluiu:

Eu nunca, nunca deveria ter-me permitido a ser atraído pela administração dos Estados Unidos para cometer um crime neste país. Eu desejo que a administração dos Estados Unidos nunca manipule pessoas como eu no futuro para que cometam crimes contra países estrangeiros. Eu imploro-vos inteiramente, às pessoas e ao Governo da DPRK [sigla em inglês para República Popular Democrática da Coreia], pelo vosso perdão. Por favor! Eu cometi o pior erro da minha vida”.