A mais de um ano de distância da primeira volta das eleições presidenciais de 2017, as sondagens apontam para uma discussão entre a direita e a extrema-direita, ficando a esquerda de fora de uma segunda volta que é praticamente inevitável.

Segundo a sondagem lançada esta quarta-feira pela Ipsos-Sopra Steria em parceria com o Le Monde, a esquerda será a maior penalizada destas eleições. Caso venha a ser candidato, o Presidente, François Hollande, não deverá conseguir passar à segunda volta. A sondagem indica 14% ao socialista se este for a votos a 23 de abril de 2017.

Se à esquerda as razões para sorrir são poucas, o contrário pode ser dito em relação à direita. Mas nem por isso as coisas parecem simples. Com eleições primárias marcadas para 20 de novembro de 2016, são vários os nomes que circulam entre Os Republicanos (antigo UMP, centro-direita) para chegar ao Eliseu. Aquele que surge melhor (e que vence a sondagem divulgada esta quarta-feira) é o ex-primeiro-ministro Alain Juppé, com 35%.

Atrás, e apesar de ainda não ter anunciado uma candidatura presidencial, está o líder do partido e ex-Presidente Nicolas Sarkozy, com 21%.

A sondagem indica ainda que, nas primárias d’Os Republicanos, Juppé é o preferido, com 41% dos votos. Depois está Sarkozy com 21%. Surge ainda outros dois nomes que fizeram parte do executivo de Sarkozy: o ex-ministro Bruno Le Maire com 16% e o ex-primeiro-ministro François Fillon com 10%.

Ainda mais à direita, na Frente Nacional, as razões para sorrir são ainda mais certas. Marine Le Pen surge com 28% das intenções de votos, estabilizando assim as previsões de votos e ficando em posição de chegar a uma segunda volta.

As sondagens dão ainda 13% a François Bayrou (Movimento Democrático, centro) e 12% a Jean Luc-Mélenchon (Partido de Esquerda, esquerda).

Segundo o Le Monde, foram feitas 19 455 entrevistas individuais para esta sondagem, que foi realizada entre 13 e 22 de maio.