Rádio Observador

Férias

10 destinos económicos para quem deixa tudo para a última hora

140

Planear as férias um mês e meio antes não tem de se refletir num orçamento mais volumoso. Analisámos os custos para 54 destinos para eleger as cidades mais baratas na terceira semana de julho.

Entre os destinos mais baratos, praia só se for em Bombaim.

LightRocket via Getty Images

Há muitos motivos para ainda não ter reservado as suas férias, incluindo as justificações que se prendem com a disponibilidade financeira. Porém, marcar agora os voos e o hotel para uma semana de descanso no próximo mês de julho não tem de ficar obrigatoriamente muito caro. O Observador analisou os custos de transporte, estadia e alimentação para 54 destinos populares para lhe dizer quais são os mais económicos para os viajantes de última hora.

Estimámos o custo de uma viagem entre os dias 19 e 25 de julho. Pesquisámos os voos mais mais baratos para a cidade servida pelo aeroporto de cada país com mais tráfego internacional ou para a capital. Usámos o motor de pesquisa do Skyscanner. Calculámos a média do custo de cinco noites em cinco hotéis de quatro estrelas na mesma cidade. A pesquisa usou o comparador Trivago, filtrando pelos hotéis com classificação mais alta e, sempre que possível, a cinco quilómetros do centro da cidade.

Para somar as despesas alimentares, aplicámos o índice Big Mac: um estudo da revista The Economist que colige os preços mundiais dos hambúrgueres da McDonald’s. Nas simulações, assumimos uma despesa por refeição equivalente a cinco vezes o preço local de um Big Mac. Em Portugal, as refeições ficariam em 15 euros. Não recomendamos que os turistas comam unicamente hambúrgueres. Os Big Mac são apenas uma referência para a despesa em restaurantes.

Os cálculos foram efetuados na passada quinta-feira. Os preços e as taxas cambiais podem mudar rapidamente, por isso, se estiver interessado, apresse-se a reservar.

Europa

A proximidade dos destinos europeus reduz os custos de transporte nas férias. Quem tem o orçamento mais apertado deve preferir descansar na Europa.

Madrid, Espanha

Madrid

A Praça Maior, com lojas sob os pórticos, é um ponto turístico. Fotografia: Sebastian Dubiel.

Os bilhetes de avião são um dos maiores custos dos veraneantes que usam este meio de transporte para sair de Portugal. É por isso que Madrid, a capital mais próxima dos país, figura na primeira posição dos destinos mais económicos: as passagens aéreas para a capital espanhola custam metade das para Paris, o segundo destino para onde os bilhetes são mais baratos na terceira semana de julho. Voar pela Ryanair até Madrid e regressar ao Porto pode custar menos de 60 euros.

Varsóvia, Polónia

varsovia

O centro histórico e o castelo atraem turistas a Varsóvia. Fotografia: Olaf1541.

Varsóvia tem os hotéis mais baratos entre os 54 destinos analisados pelo Observador. Cerca de 56 euros são suficientes para passar uma noite num quarto duplo num hotel de quatro estrelas próximo do centro da cidade. As refeições na capital polaca são cerca de 25% mais baratas do que em Portugal. Varsóvia pode ser um trampolim para conhecer Cracóvia, a 300 quilómetros, e o litoral de Gdansk, 40 quilómetros mais longe.

Bruxelas, Bélgica

O Atomium é um símbolo nacional da Bélgica.

O preço dos voos para Bruxelas só é batido pelo custo das viagens áreas para Madrid e Paris. A despesa de estadia na capital da Bélgica é também das mais baixas: entre as dez cidades nesta lista, é a terceira mais económica, apenas atrás de Varsóvia e Joanesburgo. Após os atentados de março na cidade, Bruxelas, bem como o resto do país, está num nível de alerta 3 numa escala que vai até 4.

Kiev, Ucrânia

Kiev

A estátua da Mãe Pátria, no Museu da Grande Guerra Patriótica, em Kiev.

Tal como Bruxelas, Kiev pode ser considerado um destino para os mais audazes. “A atual situação de crise política nas regiões a leste e sudoeste da Ucrânia que envolvem confrontos armados entre os separatistas e as forças armadas governamentais desaconselham quaisquer deslocações não essenciais a estas regiões da Ucrânia”, avisa a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas. Kiev é onde se pode comer o Big Mac mais barato: custa 36 grívnias ucranianas, cerca de 1,27 euros.

Praga, República Checa

Igreja de Nossa Senhora diante de Týn

A Igreja de Nossa Senhora diante de Týn fica no centro da Cidade Velha de Praga.

Praga não é particularmente barata ao nível dos voos, estadia e restauração. Todavia, estes três elementos combinados colocam a capital checa na quinta posição desta lista de destinos económicos para visitar na terceira semana do próximo julho. A estabilidade da coroa checa face ao euro deverá manter-se.

Moscovo, Rússia

A Catedral de São Basílio é um dos pontos altos da visita à capital russa. Fotografia: Alvesgaspar.

O rublo é o motivo por que Moscovo está na segunda posição desta lista de destinos económicos. Um Big Mac junto ao Kremlin custa 114 rublos, segundo a revista The Economist, o equivalente a 1,53 euros, praticamente metade do preço em Portugal. Os voos de ida e volta de Lisboa para o aeroporto de Domodedovo, a 50 quilómetros do Kremlin, custam perto de 280 euros, fazendo escala em Munique ou Viena.

Taline, Estónia

O Mercado de Natal em Taline, Estónia. Em julho não haverá neve, mas alguma chuva.

Assim como no caso de Praga, Taline não é especialmente barata para quem deseja visitá-la na terceira semana de julho. No entanto, combinando os custos de deslocação, alimentação e dormida, a capital da Estónia coloca-se na sétima posição dos destinos mais económicos para quem se atrasou a reservas as férias de julho.

Fora da Europa

O custo de voar para fora da Europa é mais elevado, mas é, muitas vezes, compensado pelas reduzidas despesas em restauração e estadia.

Joanesburgo, África do Sul

O centro financeiro é um postal popular de Joanesburgo. Fotografia: Lars Haefner.

O mínimo que se paga agora para ir e vir a Joanesburgo é de 420 euros via Luanda, em Angola. Não está entre as passagens aéreas mais económicas. No entanto, o preço mais alto dos voos são compensados por faturas reduzidas nos restaurantes (cerca de 50% mais baratos do que em Lisboa) e nos hotéis (os quintos mais baratos entre as 54 cidades analisadas).

Bombaim, Índia

A probabilidade de chuva em Bombaim em julho é elevada. Fotografia: Rajarshi Mitra.

Dizem os guias turísticos que julho não é o mês ideal para visitar Bombaim, na Índia. A época das monções começam no mês anterior, por isso é de esperar chuva todos os dias. Talvez seja por isso que os preços dos voos de ida e volta para a cidade indiana comecem nos 500 euros na Turkish Airlines, com escala em Istambul, na Turquia.

Cairo, Egito

The minaret's of mosques are pictured in Cairo on November 8, 2014. AFP PHOTO / MOHAMED EL-SHAHED (Photo credit should read MOHAMED EL-SHAHED/AFP/Getty Images)

O Cairo não vive só de pirâmides. Fotografia: Mohamed El-Shahed/AFP/Getty Images.

Quem visita o Cairo é obrigado a visitar algumas pirâmides, a Grande Esfinge de Gizé e o Museu Egípcio. Porém, nos passeios mais afastados dos centros turísticos, as refeições estão entre as mais baratas das cidades mais visitadas. Deixe-se perder num dia de compras no mercado Khan el-Khaliliuns, num passeio pelas ruas labirínticas, pelas mesquitas e pelas madraças do Cairo islâmico.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Férias

Cacela Velha, um segredo ainda bem guardado

Mafalda G. Moutinho
285

Chegados à aldeia ficámos com o apetite em aberto para um maravilhoso dia de praia, vislumbrando uma das panorâmicas mais bonitas do sotavento algarvio, através do forte da aldeia.

Férias

Amanhã estamos em casa

João André Costa

Esqueci-me da praia ou da cor? Provavelmente das duas. O cheiro do calor, só respiro bem com 35 graus à beira-mar, as subidas de bicicleta à falésia e o mar a meus pés, a casa onde um dia hei-de morrer

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)