O Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, orienta quarta-feira uma reunião do conselho de ministros, descentralizada no interior, no Luena, capital do Moxico, a maior província do país, foi esta terça-feira divulgado.

A reunião envolve as comissões Económica e para a Economia Real do conselho de ministros e é a primeira do género, fora de Luanda, em vários meses, devendo abordar projetos de diversificação da economia, como na agricultura, numa altura em que o Moxico relança a produção de arroz, que até 1972 garantia 270 mil toneladas por ano, informou o governador da província, general João Ernesto dos Santos “Liberdade”.

Não é conhecida a agenda final destas reuniões descentralizada no Luena, mas a imprensa pública refere igualmente que será feita a análise ao plano de desenvolvimento económico e social da província, no âmbito do plano de combate à crise que afeta o país, da execução dos projetos inscritos no Programa de Investimentos Públicos (PIP), bem como dos programas dirigidos nos setores da agricultura, indústria e pesca.

Os dados divulgados indicam que a província tem 213,6 mil hectares de terras preparados para o cultivo e que só em 2015 produziu um milhão de toneladas de legumes, frutas e cereais.

Com uma área de 223.023 quilómetros quadrados, a província do Moxico, no interior-centro, conta apenas com cerca de 758 mil habitantes, segundo o censo de 2014.

O Governo angolano está contudo a preparar a sua transformação noutras três regiões, seguindo um projeto desenhado ainda no tempo colonial português: A província do Alto Zambeze, com a capital em Cazombo, província do Moxico, com capital em Luena, e os distritos dos Bundas e Luchazes.

A proposta atual prevê manter as duas primeiras, mas alterar a última por serem considerados nomes tribais, passando a província de Luanguinga, com a capital em Kamgamba.

Angola conta com 25,7 milhões de habitantes distribuídos por 18 províncias, cuja superfície é cerca de 14 vezes maior que Portugal.