Uma hora de “chuva torrencial” provocou hoje inundações em cerca de 12 lojas e casas de habitação, uma igreja e até na câmara de Sabrosa, além de estragos em vinhas e hortas do concelho.

“Foi uma situação completamente atípica e tremenda, que provocou uma enxurrada que invadiu toda a parte baixa da vila”, afirmou à agência Lusa o presidente da autarquia, José Marques.

O autarca referiu que as pessoas “andavam com a água pelo joelho”, “Toda esta zona foi tremendamente invadida por toda esta enxurrada de água e grande parte de todas estas lojas foram fortemente atingidas”.

José Marques falou em “prejuízos assinaláveis” e salientou que foram afetadas cerca de “uma dúzia de estabelecimentos comerciais” e pelo menos quatro casas de habitação.

A água da chuva entrou cerca de meio metro em algumas destas lojas. Nas operações de limpeza estão já os bombeiros e elementos da proteção civil municipal.

Glória Monteiro viu a água entrar pela sua loja de decoração, atingindo muitos dos seus trabalhos manuais, almofadas ou roupas de crianças.

O estabelecimento está aberto há cerca de dois meses e Glória fala em muitos prejuízos. Os bombeiros ajudam a tirar a água da loja com mangueiras, mas a comerciante disse que “muita coisa ficou estragada com a lama”.

Também a igreja foi atingida. Foi tanta a água e lama que muitas mulheres se juntaram com vassouras para limpar.

“Vinha à missa e deparei-me com este cenário, tudo cheio de lama. Começaram a aparecer as vassouras e começamos logo a trabalhar”, salientou Dionísia Correia.

Isabel Caçador andava na sua hora e diz que apanhou um grande susto com a “força da água”, referindo que foi um primo seu que a ajudou. “Agora vou lá voltar, a ver as minhas batatinhas que deve ter ido tudo por água abaixo”, salientou.

Para além dos edifícios, José Marques referiu que a água “levantou também a calçada, derrubou muros e afetou caminhos agrícolas”.

O autarca referiu que caiu também granizo com alguma intensidade, que atingiu vinhas e hortas, salientando que os estragos estão a ser avaliados.

Na aldeia de Souto Maior a força da água arrancou o paralelo de uma rua, ao longo de vários metros, e inundou também baixos de várias casas e provou estragos avultados nas vinhas.

Também em Cabeda, já no concelho de Alijó, foi “fortemente atingida” pelo mau tempo.