Acesso ao Ensino Superior

Maioria dos politécnicos com menos empregabilidade do que as universidades

Estás indeciso entre ir estudar para uma universidade ou um politécnico? Se para ti ter trabalho garantido no final é importante então os números recomendam escolher uma universidade. E em Lisboa.

As instituições com maior empregabilidade são normalmente as mais difíceis de conseguir lugar

Andreia Reisinho Costa

Autor
  • Marlene Carriço

Entre 1,1% e 14,4%. É este o intervalo que separa a Escola Superior de Enfermagem de Lisboa — a instituição de ensino superior com taxa de desemprego mais baixa — da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro — a instituição com a taxa de desemprego mais alta. De acordo com os dados recentemente divulgados pelo portal Infocursos, é na zona de Lisboa que os recém-licenciados contam com mais e melhores oportunidades de emprego.

Fazendo uma análise mais fina a esses mesmos dados, e deixando de fora das contas todos os cursos relativamente aos quais faltava informação, é possível verificar que, das 31 instituições públicas de Portugal continental, as três Escolas Superiores de Enfermagem, seguidas da Escola Superior Náutica Infante D. Henrique, e da Universidade Nova de Lisboa, são as instituições mais bem posicionadas em termos de taxa de desemprego, muito por conta, certamente, dos cursos que lecionam. E as vagas têm-se mantido estáveis nestas instituições.

no fundo da tabela, e excluindo a instituição com maior percentagem de desempregados que é a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (14,4%) e a Universidade do Minho (12,6%), a lista fica dominada, em exclusivo, por politécnicos, que por se encontrarem, muitos deles, no interior, estão estrategicamente colocados em zonas com menos oportunidades. O Instituto Politécnico de Lisboa, com uma taxa de desemprego de 5,2%, e o Instituto Politécnico de Setúbal (6,3%) são exceção a esta regra, pontuando melhor neste ranking do que muitas universidades.

E a questão é que depois tudo isto se torna uma grande bola de neve porque os alunos não se sentem atraídos a escolher uma instituição com uma baixa taxa de desemprego associada. E sem procura, não há margem para melhorar.

Já diz o ditado: “Sete cães a um osso”

Mas atenção, porque, do lado oposto, em algumas das instituições que garantem maior empregabilidade é difícil entrar, desde logo, pela elevada concorrência.

Olhando para os resultados da 1.ª fase de candidaturas do ano assado, verifica-se que as escolas de enfermagem ficaram logo lotadas naquela fase, e que muitos ficaram de fora, assim como o ISCTE (que apresenta uma taxa de 5,1% de desemprego e 1.102 vagas para o próximo ano). Em muitos destes casos a procura foi mesmo superior à oferta.

Nunca é demais lembrar que os dados sobre o desemprego apresentam problemas, pois nem todos os desempregados estão inscritos em centros de emprego e muitos podem estar a trabalhar em áreas que nada têm que ver com a licenciatura que tiraram. Contudo, são estes os únicos dados que existem e é a partir deles que as instituições se baseiam para decidir a abertura de mais ou menos vagas no ano seguinte.

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Texto de Marlene Carriço, grafismo de Andreia Reisinho Costa.
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