A China alcançou importantes êxitos na área da saúde, nas últimas décadas, mas deve continuar a reformar o setor, segundo um estudo conjunto da Organização Mundial de Saúde (OMS), Banco Mundial (BM) e o Governo chinês.

Jim Yong Kim, presidente do BM, destacou as alterações no sistema de incentivos financeiros ou a liberalização da indústria dos medicamentos, como medidas que “provaram ser eficazes”.

O estudo, realizado nos últimos dois anos, dá nota positiva ao programa que a China lançou em 2009 e que visa construir um sistema que dependa mais dos cuidados básicos de saúde e menos dos hospitais.

No documento aponta-se ainda que, apesar dos êxitos da China, que conseguiu tirar mais de 600 milhões de pessoas da pobreza e cobrir a quase totalidade da sua população com seguros de saúde, o país depara-se com novos desafios.

O envelhecimento da população e o aumento das doenças não contagiosas, como o cancro, os diabetes ou as doenças do coração, supõem “a maior ameaça para a saúde da população chinesa”.

Estas doenças são exacerbadas por comportamentos de elevado risco, entre os quais fumar, uma estilo de vida sedentário, consumo de álcool ou a degradação do meio ambiente, assinala o estudo.

O responsável do BM enalteceu os esforços da China para combater a poluição e considerou que o compromisso do país asiático para reduzir as emissões de dióxido de carbono é o “mais ambicioso do mundo”.

“Observo uma alteração nas prioridades na China, desde 2013”, acrescentou Jim Yong Kim, numa referência aos níveis de poluição recordes que então se registaram em Pequim, e assegurou que a “China está agora a avançar muito rápido”.

O estudo recomenda ainda o país asiático a reformar os hospitais públicos e a continuar com o sistema de incentivos, premiando os centros que alcancem melhores resultados, e que permita ao setor privado competir em condições iguais ao setor público.