Os amantes do desporto automóvel, e da Fórmula 1 em particular, vão ter em breve a possibilidade de usufruir das emoções até aqui reservadas exclusivamente aos pilotos de F1, como acelerar de 0 a 180 km/h em apenas 5 segundos. Dentro de nove meses, em Abril do próximo ano, vai abrir as portas ao público o Ferrari Land, o parque temático dedicado ao construtor de Maranello e construído em colaboração com a marca italiana, em Salou, próximo de Barcelona.

Integrado nas instalações do megaparque PortAventura – inaugurado em 1995 e, à época, propriedade da Universal Studios –, que já inclui o Caribe Aquatic Park, o novo Ferrari Land vai usufruir da imagem da marca do Cavallino Rampante, ou seja, vai ter no vermelho a cor dominante, com cavalinhos pretos em fundo amarelo a surgirem por todo o lado. Mas o melhor é ver o vídeo.

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Mas o novo parque temático vai ainda oferecer aos visitantes, entre muitas outras actividades para todas as idades, a mais rápida e a mais alta montanha russa da Europa, destinada a simular a experiência de conduzir um F1. A inovadora atracção não só acelera de 0 a 180 km/h em apenas 5 segundos, o que submete os interessados a uma força de 1,35 G, como os atira ao ar até 112 m de altura, para depois os fazer mergulhar em direcção ao solo. Se resistir sem desmaiar, prova que tem coração para ser piloto de automóveis.

100 milhões para fazer transpirar qualquer um

O Ferrari Land está a ser construído numa área de 60 mil m2 e implica um investimento de 100 milhões de euros, a cargo da Invesindustrial, o grupo que é o actual proprietário do PortAventura. A Ferrari é um parceiro essencial neste projecto, colaborando activamente não só na concepção das atracções, como também no desenvolvimento do conceito e na respectiva decoração, com os responsáveis da marca italiana a admitirem que os parques temáticos com imagem Ferrari são um excelente negócio, pelo encaixe que asseguram.

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Esta foi a conclusão a que chegaram após a inauguração do Ferrari World em Abu Dhabi, em 2010, empreendimento considerado a melhor atracção turística do Médio Oriente em 2015, pela World Travel Awards, e a quem o construtor italiano de superdesportivos cobra um valor fixo pela utilização da marca, bem como uma determinada percentagem, obviamente não revelada, por cada visitante.

O sucesso de Abu Dhabi foi de tal forma surpreendente que, depois deste projecto, vai já arrancar o segundo parque Ferrari em Espanha, sabendo-se que se seguirá a China – desconhece-se ainda que cidade vai receber o investimento – e, pouco depois, os Estados Unidos da América, onde muito provavelmente estará associado à Universal Studios, em Orlando.

Nem só de carros vive a Ferrari

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Tudo começou com a Auto Avio Costruzioni, empresa que Enzo Ferrari criou em 1939, em Maranello, Itália. O primeiro carro foi produzido um ano depois, mas só em 1947 surgiria o primeiro modelo da marca com o emblema do Cavallino Rampante. O mais reputado fabricante de desportivos foi salvo pela Fiat em duas ocasiões, a primeira em 1950, quando adquiriram 50% da Ferrari, e em 1988, quando reforçaram a sua participação com mais 40%.

Desde Outubro de 2015 que a italiana Ferrari se tornou-se na holandesa Ferrari NV, por razões fiscais, é claro, e vendeu 10% do seu capital na bolsa de Nova Iorque, a 52 dólares por acção. Agora, mais do que nunca, a Ferrari continua sob pressão para aumentar os dividendos, com a produção a baixar e a concentrar-se em veículos mais sofisticados, caros e exclusivos.

A aposta em tornar a Ferrari uma marca de luxo, para concorrer com a Louis Vuitton, continua a não arrancar, com o merchandising a representar apenas 21 milhões na facturação anual, ou seja, menos de 1%. Bastante melhor parece ser o negócio dos parques temáticos, pois apesar de os números não serem públicos, a animação em torno dos projectos é substancialmente superior.

Se o Ferrari World, em Abu Dhabi, está construído na ilha de Yas, junto ao complexo que inclui o circuito de F1, uma série de hotéis deslumbrantes e a marina que acolhe os maiores iates do planeta, em Espanha, o Ferrari Land vai beneficiar das instalações hoteleiras pré-existentes no PortAventura, mas oferecerá igualmente um hotel com 250 quartos e imagem Ferrari, concebido como se se tratasse do nariz de um F1 italiano.

Com actividades para todas as idades, espera-se que o Ferrari Land contribua com cerca de 1 milhão de visitantes por ano, a juntar aos 4 milhões que o PortAventura World já atrai anualmente – através dos seus dois parques, o PortAventura Park e no PortAventura Caribe Aquatic Park.

Quanto a preços, ainda estão longe de serem anunciados, mas serão certamente inferiores aos praticados no parque da Ferrari no Médio Oriente, onde os bilhetes para um dia são vendidos por valores entre 68€ (275 dirhams dos Emiratos Árabes Unidos) e 128€, dependendo do número de “free passes” que incluam – para evitar esperar nas filas para as atracções. Tudo indica que a admissão a cobrar será similar aos preços praticados pelo PortAventura Park, onde um dia de acesso às diversões custa 45€. É claro que, se adquirir entradas para dois dias, a diária cai para 27,50€, e continua a baixar ainda mais se visitar os restantes parques do gigantesco empreendimento da Catalunha. Enquanto o parque Ferrari de Barcelona não está pronto, veja como é o de Abu Dhabi.

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