Até 2050 a população portuguesa deverá cair 15% e, por essa altura, mais de um terço (35%) serão idosos. Perante esta previsão, a agência S&P aconselha o poder político a tomar “medidas adicionais” por forma a conseguir conter os custos com o envelhecimento da população, num relatório publicado esta quinta-feira, e noticiado pelo Jornal de Negócios.

“Apesar dos passos importantes dados para conter os gastos relacionados com o impacto da idade nas despesas, sem medidas adicionais não será possível conter os futuros custos orçamentais relacionados com o envelhecimento da população,” defende o analista de ratings da S&P, Marko Mrsnik, acrescentando que “as previsões orçamentais de médio prazo estão penalizadas por uma série de obstáculos ao crescimento económico.”

No relatório “Envelhecimento Global 2016: Envelhecimento da população portuguesa acrescenta desafios orçamentais”, a S&P antecipa que, sem novas medidas, os gastos com a velhice em 2050 vão alcançar os 24% do PIB, elevando a dívida pública para 161% do PIB. Atualmente os custos com pensões rondam os 14% do PIB e os de saúde representam 6% do PIB. A agência frisa ainda que, sem novas medidas, as despesas com saúde crescerão a um ritmo mais acelerado do que as despesas com pensões.