G20

Rajoy adverte G20 que populismo é grande inimigo do crescimento económico

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O presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, alertou na cimeira do G20 que os populismos são os grandes inimigos das reformas estruturais e do progresso.

A intervenção do líder do Partido Popular espanhol foi proferida dias depois de Rajoy ter visto fracassada a segunda votação de investidura

NICOLAS ASFOURI/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, alertou, este domingo, na cimeira do G20 que os populismos são os grandes inimigos das reformas estruturais e do progresso e, consequentemente, do crescimento económico.

Na sua exposição, assinalou que um baixo crescimento económico é a causa do auge dos populismos, mas, paradoxalmente, os populismos são os grandes inimigos das reformas estruturais que geram crescimento.

“Com economias mais resistentes, reformas e melhor coordenação económica, podemos dar uma melhor resposta aos riscos que ameaçam o crescimento”, sublinhou.

Rajoy assinalou que Espanha é um exemplo disso mesmo, considerando que “a aplicação de uma ambiciosa agenda de reformas no setor financeiro, mercado laboral e função pública, e mercados de bens e serviços, permitiu tirar Espanha da situação extrema em que se encontrava há quatro anos”.

A intervenção do líder do Partido Popular espanhol foi proferida dias depois de Rajoy ter visto fracassada a segunda votação de investidura no parlamento, tendo 180 deputados votado contra e 170 a favor, o mesmo número da votação de quarta-feira.

O atual chefe do Governo em funções e líder do Partido Popular (PP, direita) teve os mesmos apoios da primeira volta: 137 deputados do PP, 32 do partido de centro-direita Ciudadanos e um do partido regional Coligação Canária.

O resto da assembleia votou contra, entre eles os 85 do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) e os 71 da coligação da esquerda radical Unidos Podemos.

Na votação realizada no Congresso dos Deputados, na sexta-feira, Rajoy precisava de obter mais votos a favor do que contra, ao contrário da votação anterior em que necessitada da maioria absoluta da assembleia, 176 votos num total de 350.

O resultado que já era esperado confirma o período de grande incerteza política em que Espanha vive e que se não for desfeito até 31 de outubro próximo irá significar a dissolução do parlamento e a convocação de novas eleições 54 dias depois, provavelmente para 25 de dezembro.

Se isso acontecer, serão as terceiras eleições legislativas que se realizam no espaço de um ano, depois de na primeira consulta, em 20 de dezembro de 2015, e na segunda, em 26 de junho deste ano, as quatro principais forças políticas espanholas (PP, PSOE, Unidos Podemos e Ciudadanos) não terem conseguido chegar a um acordo para formar um Governo estável em Espanha.

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