O fabricante de motores britânico Rolls-Royce Holdings PLC (Rycey) anunciou esta segunda-feira que eliminará mais 200 cargos de direção durante um programa de rescisões amigáveis, no âmbito do objetivo de aumentar a rentabilidade.

A maior parte desta redução ocorrerá no negócio dos motores de aviões da companhia, que fabrica para a Boeing Co e Airbus e insere-se no processo de reestruturação anunciado pela empresa em finais de 2014 e que, em princípio, irá afetar 2.600 postos de trabalho neste segmento.

A Rolls-Royce também anunciou 400 despedimentos na sua filial marítima, estando a planear uma reestruturação maior.

O administrador delegado Warren East, que se encontra na direção da companhia desde o ano passado depois de uma série de revisões em baixa das perspetivas de lucro, tem estado a tentar acelerar as medidas de reestruturação na Rolls-Royce, que já não está vinculada ao fabricante de automóveis de luxo, segundo informações da Efe e da Dow Jones.

Com os cortes de pessoal, a Rolls-Royce tem como objetivo conseguir poupar entre 150 e 200 milhões de libras (entre 175 e 233,7 milhões de euros) por ano a partir de 2017.

A companhia procura impulsionar de forma agressiva a sua produção de motores para aviões de fuselagem para satisfazer a sólida procura dos Boeing 787, Dreamliner e Airbus A350.

Ao mesmo tempo, a empresa depara-se com a descida das vendas e dos resultados, uma vez que a procura por motores rentáveis mas mais antigos baixou substancialmente.

A escalada dos preços do petróleo e do gás também afetou os negócios da eletricidade e sistemas marítimos da companhia.