Como tudo começou

  • Durante a madrugada de terça-feira, dois guardas da GNR (Carlos Caetano e António Ferreira) encontravam-se a patrulhar a zona de um hotel em construção, em Aguiar da Beira, distrito da Guarda.
  • Por volta das 5h30 da madrugada, uma carrinha Toyota azul aproximou-se do local. Por se tratar de um movimento suspeito, os guardas mandaram-na parar.
  • Os guardas terão suspeitado de que seriam assaltantes de cobre. Pediram aos indivíduos que parassem a carrinha e telefonaram à central, no sentido de identificar os homens.
  • Enquanto o guarda Carlos Caetano fazia essa identificação, o condutor da carrinha saiu da viatura e disparou sobre o militar, matando-o nesse momento.
  • Os assaltantes obrigaram o guarda António Ferreira a colocar o cadáver do colega na bagageira do carro-patrulha, e a conduzir o carro até a uma zona industrial próxima, acompanhado pelo condutor da carrinha.
  • Nessa zona industrial, o guarda António Ferreira foi amarrado a uma árvore, e o suspeito pegou no carro policial e regressou ao local inicial, onde abandonou a viatura.
  • Os suspeitos fugiram a pé para a estrada nacional 229, onde forçaram um carro a parar, baleando o casal que seguia na viatura. O homem morreu, e a mulher ficou em estado crítico, encontrando-se no Hospital de São Teotónio, em Viseu.
  • Os assaltantes fugiram de seguida com esse veículo roubado.

A perseguição policial

  • Pelas 7h25, o guarda António Ferreira conseguiu libertar-se da árvore e chamou reforços, identificando o suspeito. As autoridades lançaram então uma caça ao homem.
  • O suspeito foi intercetado já no concelho de São Pedro do Sul, distrito de Viseu, onde se envolveu numa troca de tiros com as autoridades e abandonou o veículo.
  • Dessa troca de tiros resultou mais um agente da GNR ferido, que entretanto já teve alta.
  • O indivíduo suspeito de ter matado o GNR e o homem do casal fugiu a pé. Neste momento, as operações policiais concentram-se sobretudo no vale de Candal, onde é mais provável que o homem esteja escondido.
  • Neste momento, as autoridades aconselham os habitantes de três aldeias do concelho de São Pedro do Sul — Coelheira, Candal e Póvoa de Leiras.
  • As buscas, apesar de concentradas nesta zona, foram alargadas entre o distrito de Aveiro e a fronteira com Espanha. As autoridades espanholas estão alertadas, não sendo descartada a hipótese de o suspeito ter abandonado o país.
  • Foram encontrados pertences do suspeito perto do rio da aldeia de Candal, havendo até indícios de que o suspeito poderá já ter passado para o distrito de Aveiro.

Quem é o suspeito

  • Pedro Dias, 44 anos, natural de Arouca. É piloto de aviação de cargas.
  • Vivia em Fornos de Algodres, após ter estado emigrado na África do Sul, onde teve treino militar.
  • É considerado um “homem perigoso” pelas autoridades, já sendo conhecido por outros roubos na zona de Aguiar da Beira.
  • Está armado, pelo menos com uma caçadeira de canos serrados.
  • Foi identificado pela carta de condução encontrada no bolso do militar morto, que se encontrava a identificar o homem por suspeita de roubo de cobre.