É uma das aterragens mais famosas do mundo e das mais fotografadas. Ou era. O momento antes de os aviões aterrarem no Aeroporto Internacional da Princesa Juliana, junto à praia Maho, permitiam sempre imagens como estas, dos voos a sobrevoarem a poucos metros dos turistas que desfrutavam do sol e bom tempo na areia caribenha. Mas vão acabar.

As aterragens no Aeroporto Internacional da Princesa Juliana, nas Caraíbas, na ilha de São Martim, um dos mais icónicos locais de aterragem do mundo, acabaram.

Um dos vídeos publicados na página oficial do Twitter do aeroporto, durante uma aterragem, onde se pode ver o quão perto o aviao passa da população.

Na sua última aterragem, já são várias as reações e vídeos publicados de despedida:

Até o passado mês de outubro, milhares de turistas visitavam de propósito a praia Maho para que sentir a adrenalina na pele de ver de perto – mais precisamente a 25 metros de altura – a aterragem de um avião gigante, com capacidade para mais de 500 passageiros, como o caso dos Boeing 747. A praia de Maho tornou-se num autêntico ponto turístico devido a esta sua peculiaridade.

Mas, caso ainda não tenha tido esta oportunidade, parece que agora já vai tarde, pois as aterragens consideradas das mais assustadores e, ao mesmo tempo, mais extraordinárias do mundo, chegaram ao fim.

O perigo é tão eminente que, inclusive, existe uma placa de aviso de perigo próxima da praia.

SXMDanger

As viagens para este aeroporto começaram a ser feitas em 1990, pela empresa KLM, e desde aí que a praia de Maho passou a ser local de visita pelas suas aterragens. No entanto, a partir de agora os voos para a ilha San Martín serão realizadas por uma outra empresa, Airbus, que tem capacidade para metade dos passageiros da KLM. Deste modo, a empresa decidiu acabar com as escalas para que o tempo do voo fosse reduzido.

Um dos pilotos que costumava realizar as aterragens dos boeing 747 demonstrou a sua tristeza, de acordo com a ABC, sobre deixar de sobrevoar a praia de Maho com um avião de quatro motores, afirmando que ainda que fosse uma manobra complicada, devido à pista ser curta e muito perto da praia, cheia de turistas, era uma visão muito especial para quem pilotava.

Ainda que muitos reservem especialmente o seu tempo para ir a esta ilha e ver as descolagens e aterragens dos aviões, esta é uma atividade perigosa. A areia voa pelo ar de forma brusca, o ar e fumo quente dos motores pode queimar e o perigo de embate, caso não sejam pilotos prontamente treinados e atentos, é uma hipótese posta na mesa. Por este mesmo motivo, só os pilotos mais classificados é que são escalonados para fazerem esta aterragem. Ainda que não tenham ocorrido acidentes graves, existem vários relatos de pessoas que caiem, levam com areia na cara e, pior, levam com pedras e ficam com hematomas.

Tudo isso acabou e já não serão realizados estes voos que, ainda que atraíssem muitos, também eram dos mais perigosos do mundo.