A polícia brasileira iniciou, esta quinta-feira, a 36.ª fase da Operação Lava Jato com a execução de 18 mandados em três estados do país, visando empresas cujos responsáveis são acusados de branqueamento de capitais.

Batizada de Operação Dragão, a ação investiga o branqueamento de capitais usados para o pagamento de subornos.

Segundo o Ministério Público brasileiro, os alvos desta fase são empresas ligadas ao empresário Adir Assad e ao advogado Rodrigo Tacla Duran, que podem ter sido responsáveis pelo branqueamento de mais de 50 milhões de reais (13,9 milhões de euros).

“A partir das investigações foram encontradas diversas evidências de que os operadores utilizaram-se de mecanismos sofisticados de lavagem de dinheiro, entre os quais o uso de contas bancárias em nome de offshores no exterior, a interposição de empresas de fachada e a celebração de contratos falsos”, destacou o Ministério Público.

Segundo os investigadores da Operação Lava Jato, esta fase da operação foi montada depois da análise de informações obtidas por intermédio de levantamento de sigilo bancário, fiscal e telefónico, que permitiram identificar os operadores financeiros que participaram do esquema de corrupção na petrolífera Petrobras.

Os dados levantados indicam que empresas investigadas teriam repassado cerca de 34,6 milhões de reais (9,6 milhões de reais), entre 2011 e 2013, para empresas controladas por Rodrigo Tacla Duran para o pagamento de propinas no exterior.

No mesmo período, outras empresas contratadas pela administração pública também realizaram depósitos de mais de 18 milhões de reais (5 milhões de euros) com o mesmo destino.

As investigações também comprovaram que Adir Assad, transferiu de contas mantidas pelas suas empresas 24,3 milhões de reais para Rodrigo Tacla Duran.

O empresário Adir Assad está preso e já foi condenado a mais de nove anos de prisão pelos crimes de branqueamento de capitais e associação criminosa.