É uma verdadeira “corrida aos SUV” aquilo a que se assiste, nos dias que correm, na Europa. Com este género de proposta a ver aumentar de forma notável, a cada ano que passa, a sua popularidade. O próximo ano será mais um exemplo disso mesmo: no final dos sete primeiros meses do ano, e num mercado que cresceu cerca de 7,5%, aumentaram nada menos do que 18% as vendas de SUV compactos, uns extraordinários 37% as dos SUV compactos premium, e uns não menos impressionantes 33% as dos SUV de grandes dimensões. Uma espécie de “quanto mais SUV, melhor” – e quanto mais caro for o SUV, melhor.

Entre os chamados SUV compactos, as vendas já ultrapassaram o milhão de unidades na Europa no final do terceiro trimestre de 2016, e o Nissan Qashqai continua a reinar, apesar do número crescente de rivais que tem de enfrentar. E ainda que a sua quota de mercado tenha baixado de 19,4% nos primeiros nove meses de 2015, para 16,6% em igual período deste ano, tudo aponta para que, pelo nono ano consecutivo, seja o modelo mais vendido no seu segmento no Velho Continente. Mas, cuidado: convém ao modelo nipónico vigiar a retaguarda, já que o VW Tiguan segue de perto, e até foi o modelo mais vendido na Europa neste segmento em Agosto.

Grandes, caros mas muito apetecidos

Por seu turno, Volvo, Land Rover e Mercedes são as marcas que mais têm contribuído para que, em 2016, os SUV de grandes dimensões batam novo recorde de vendas na Europa. Só nos nove primeiros meses do ano foram vendidos pouco menos de 185 mil veículos deste género, tudo apontando para que o ano feche em torno das 235 mil unidades. E se nos dois próximos anos é esperada alguma estagnação, por via do abrandamento do lançamento de novas propostas, novo crescimento deverá ocorrer em 2019, prevendo-se as vendas do segmento cheguem às 250 mil unidades em 2020.

Aqui, o aumento de vendas mais significativo é pertença do novo Volvo XC90, que no final do terceiro trimestre deste ano era já o segundo modelo mais vendido do segmento, logo atrás do BMW X5. Os analistas antecipam mesmo que a taxa de crescimento de três dígitos do SUV sueco neste período (163%), contra os 1% registados pelo seu rival germânico, lhe permitirão ascender à primeira posição da tabela de vendas no final do ano em curso. Referência, ainda, para o robusto e sustentado crescimento das vendas do Audi Q7 nos primeiros nove meses de 2016.

Se a liderança individual do segmento é luta entre sueco e teutónicos, a supremacia, enquanto marca, cabe por inteiro aos britânicos. Com três modelos no segmento, a Land Rover vendeu 44.131 unidades nesta categoria até ao final do terceiro trimestre de 2016 e, de forma algo surpreendente, era o (à data) em fim de carreira Land Rover Discovery o seu modelo que maior crescimento percentual de vendas registava. Mero saudosismo? Já a Mercedes conta com quatro modelos na classe, e por isso ocupa, sem surpresa, o segundo lugar das vendas, graças ao desempenho do GLE, do GLE Coupé, do GLS e do Classe G.