O primeiro-ministro de Malta, Joseph Muscat, confirmou que os sequestradores que desviaram o avião líbio estavam na posse de granadas de mão e pistolas. Numa conferência de imprensa, Muscat explicou que as autoridades não aceitaram negociar com os atacantes sem que os passageiros fossem libertados primeiro. Os sequestradores estão a ser interrogados, assim como a tripulação e os passageiros, e ainda não fizeram qualquer exigência “nem estão em posição disso” assegura Joseph Muscat. O interrogatório policial terminará nas próximas horas e depois os passageiros regressam à Líbia.

O primeiro-ministro partilhou a informação de que os exames forenses indicam que as armas utilizadas pelos sequestradores não passam de réplicas:

Os dois homens que sequestraram um avião líbio e o desviaram para Malta para pedir asilo político renderam-se e foram detidos pelas autoridades maltesas. Os sequestradores, um deles o líder do partido pró-Kadafi, desviaram esta manhã um avião líbio e mantiveram os 111 passageiros e os sete membros da tripulação feitos reféns durante várias horas. Ao início da tarde, chegaram a um acordo com as autoridades de Malta para libertar as pessoas. Segundo o primeiro-ministro de Malta, Joseph Muscat, que está a avançar informações sobre a operação a partir do Twitter, já foram libertados todos os passageiros e membros da tripulação. Os sequestradores abandonaram o avião no final, juntamente com os pilotos, renderam-se e foram detidos.

Um dos sequestradores será o líder do partido pró-Kadafi, e, de acordo com a televisão Al Arabiya, os sequestradores estarão a pedir asilo político na Europa. A mesma estação avança que um deputado da Câmara dos Representantes da Líbia estará ainda dentro do avião.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do governo de união nacional (GNA) líbio, TaherSiala, confirmou ainda que os piratas do ar queriam também anunciar a criação de um partido político pró-Khadafi.

O avião foi sequestrado esta manhã e acabou por ser desviado para Malta, segundo a imprensa do país. A informação foi inicialmente avançada pelo primeiro-ministro maltês, Joseph Muscat. No Twitter, Muscat escreveu que foi “informado de uma potencial situação de hijack de um voo interno da Líbia, que foi desviado para Malta”.

Foi também o primeiro-ministro Muscat que confirmou a existência de 111 passageiros a bordo: 82 homens, 28 mulheres e uma criança.

Segundo a imprensa de Malta, um dos atacantes que desviaram o avião afirmou ter uma granada na sua posse e ameaçava explodir a aeronave se não forem cumpridas as suas exigências — que ainda não são conhecidas. O atacante é apresentado pela imprensa como apoiante de Muamar Kadafi, antigo ditador da Líbia, que morreu em 2011. O Governo de união nacional líbio em Tripoli também já confirmou o desvio do aparelho da companhia líbia Afriqiyah Airways, que tinha deixado Sebha (sul) com destino a Tripoli.

O governante de Malta acrescentou ainda que há “operações de segurança e emergência” prontas a serem ativadas. O jornal Malta Today escreve que o avião, um Airbus A320 da companhia aérea Afriqiyah, aterrou em malta esta manhã, às 11h32 locais. O voo partiu esta manhã de Sabha, no sul da Libía, e tinha como destino Tripoli, a capital do país, mas acabou por ser desviado para Malta, no Mar Mediterrâneo.

O aeroporto internacional de Malta entretanto já foi reaberto, e já emitiu um comunicado a confirmar a existência de uma “interferência ilícita”, sublinhando que “todas as equipas de emergência foram enviadas para o local”. Entretanto, “alguns voos foram adiados ou desviados, mas as operações do aeroporto foram retomadas”, lê-se na página do Twitter do aeroporto.

O primeiro-ministro de Malta voltou a escrever no Twitter, garantindo que o voo “foi desviado e aterrou em Malta. Os serviços de segurança estão a coordenar as operações”. Também através do Twitter, a presidente de Malta, Marie-Louise Coleiro, apelou a todos “que se mantenham calmos e sigam as atualizações oficiais”.