Quatro pessoas foram abatidas pelas polícia na China depois de detonaram explosivos em escritórios do Partido Comunista Chinês em Xinjiang, nordeste do país, causando um morto e quatro feridos, no que as autoridades locais descreveram como um atentando terrorista. A informação, avançada pelo Tianshan Net, um portal de notícias gerido pelo Partido Comunista Chinês (PCC), é a primeira, em vários meses, a reportar um ataque mortal na região, a que os jornalistas têm mais dificuldade de aceder nos últimos anos.

Xinjiang é frequentemente palco de conflitos entre a minoria étnica muçulmana Uigur e a maioria Han, predominante em cargos de poder político e empresarial regional.

Segundo o Tianshan, os quatro atacantes invadiram as instalações do partido no condado de Moyu e detonaram explosivos caseiros, causando um morto e quatro feridos. A polícia considerou o incidente um “atentado terrorista” e abateu-os a tiro.

Em julho de 2009, conflitos étnicos em Urumqi, a capital de Xinjiang, causaram 197 mortos e mais de 1.500 feridos, a maioria dos quais Han, a principal etnia da China, levando as autoridades a decretar fortes medidas de segurança. As medidas foram reforçadas nos últimos anos, face aos ataques na região e outras partes da China, cometidos por separatistas Uigures que aderiram ao terrorismo islâmico, segundo Pequim. Em novembro de 2015, a polícia matou 28 alegados terroristas, que terão atacado uma mina de carvão controlada por membros da etnia Han, na prefeitura de Aksu, matando 11 civis e cinco polícias.

Peritos e grupos de defesa dos Direitos Humanos consideram que a política repressiva de Pequim relativamente à cultura e religião dos uigures alimenta as tensões.