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Património Cultural

Mosteiro de Odivelas vai passar para as mãos da autarquia até fevereiro

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O Mosteiro de Odivelas, onde ficava instalado o Instituto de Odivelas, vai passar para as mãos da autarquia depois de mais de um ano de negociações. O valor da transação está a ser negociado.

Diz a lenda que o Mosteiro de Odivelas foi fundado por causa de uma promessa feita por D. Dinis

JOÃO RELVAS / LUSA

O Mosteiro de Odivelas, onde esteve instalado até 2015 o Instituto de Odivelas, vai passar para as mãos da autarquia até ao final de fevereiro, confirmou ao Observador o Gabinete do Ministro da Defesa Nacional.

O Mosteiro de Odivelas, construção que remonta ao século XIII, encontra-se vazio desde 2015, data em que as alunas do Instituto de Odivelas foram transferidas para o Colégio Militar. A instituição de ensino, tutelada pelo Exército, funcionava em Odivelas desde a sua fundação no início do século XX pelo irmão do rei D. Carlos, o Infante D. Afonso.

Desde que fechou portas no ano letivo de 2015/2016 que a Câmara Municipal de Odivelas tem estado em negociações com o Exército para que o edifício — onde se encontra o túmulo do rei D. Dinis (que neste momento está a ser alvo de uma intervenção de limpeza e conservação) — passe a fazer parte do património da autarquia. Processo que finalmente irá chegar ao fim.

De acordo com o Gabinete do Ministro da Defesa Nacional, o mosteiro encontra-se atualmente “num processo de cedência à Câmara Municipal de Odivelas, decorrendo neste momento negociações entre aquela autarquia e o Ministério das Finanças, a quem compete por lei a definição dos valores pecuniários envolvidos“. “Prevê-se que entrega definitiva deste edifício patrimonial possa ocorrer ainda este mês, ou até final de fevereiro.”

Contactado pelo Observador, o Ministério das Finanças adiantou que “o plano de pagamento da contrapartida pela cedência do imóvel está, ainda, a ser discutido” com o município, “tendo a última comunicação entre ambos quanto a este plano ocorrido no final da passada semana”.

Na resposta dada ao Observador, o Ministério da Defesa garantiu ainda que, desde 2016, “esteve atento à situação daquele edifico patrimonial para evitar a entrada de estranhos e a sua vandalização”.

Artigo atualizado às 10h de 4/01/2017 com a resposta do Ministério das Finanças

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