Depois de um encontro com vários empresários na Casa Branca, esta sexta-feira, Donald Trump voltou a pegar na caneta para assinar uma série de novas diretivas que vão permitir rever as atuais regulações financeiras, promulgadas durante o tempo de Barack Obama em resposta à crise de 2008.

De acordo com o jornal The New York Times, um desses documentos irá permitir reescrever algumas das principais alíneas do Dodd-Frank Act, elaborado pelo executivo de Obama e aprovado pelo Congresso em julho de 2010. Também conhecido como o Ato de Reforma de Wall Street e de Proteção do Consumidor, o Dodd-Frank Act impôs mudanças significativas às regulações financeiras nos Estados Unidos da América, em resposta à grande recessão.

Um outro documento assinado por Trump deverá também possibilitar a revisão da regra que obriga os corretores de Wall Street a atuarem segundo o melhor interesse dos clientes, em vez de procurarem alcançar o maior lucro possível para eles próprios, refere The New York Times. Conjuntamente, as duas ações executivas representam um esforço no sentido de aliviar as regras impostas a bancos e a outras companhias financeiras.

A assinatura das ações executivas surge depois de várias reuniões de Trump com os líderes de alguns dos principais bancos de investimento e gestoras de ativos dos Estados Unidos. Num desses encontros, o presidente garantiu que irá fazer “uma grande mudança” às regras do Dodd-Frank, explicando que estas prejudicam o “espírito empreendedor” e que limitaram o acesso ao crédito bancário. Argumento que voltou a repetir esta sexta-feira.

“Sinceramente, esperamos poder cortar no Dodd-Frank”, disse o presidente norte-americano durante a reunião na Casa Branca. “Tenho muitos amigos que têm bons negócios mas que não podem pedir dinheiro emprestado. Não conseguem pedir dinheiro porque os bancos não deixam.” Tudo por causa “das regras e regulamentações do Dodd-Frank”.