Conhecida pela extensa oferta em termos de automóveis híbridos, com os resultados comerciais a corresponderem a essa aposta, a Toyota conta com este tipo de veículos para manter, em 2017, a tendência de crescimento nas vendas, na Europa. E até já tem um número definido como objectivo: 5%. A ser alcançado, este crescimento permitirá ao fabricante nipónico não só manter uma quota de mercado a rondar os 5%, como atingir um total de 975 mil veículos transaccionados.

O CEO da Toyota Europa, Johan van Zyl, sublinha que, só em 2016, a venda de veículos híbridos cresceu cerca de 40% no Velho Continente, passando a representar 32% da totalidade das vendas na região. Sendo que, no caso da Toyota, Europa significa um total de 56 países, incluindo Israel, Rússia e Turquia.

Estamos a caminho do objectivo de tornar os híbridos 50% das nossas vendas, até 2020″, sentencia van Zyl.

Embora reconhecendo que, este ano, via à partida o horizonte um pouco nublado para as actividades comerciais na Europa, com a anunciada saída do Reino Unido da Europa e as persistentes dificuldades em mercados como a Rússia ou a Turquia, o CEO da Toyota Europa não deixa de acreditar que o mercado poderá voltar a crescer em 2017, embora apenas cerca de 1%. Isto porque, qualquer subida mais acentuada na Europa Ocidental deverá ser atenuada por uma queda das vendas no Reino Unido. Ao passo que, na Rússia, é esperada alguma recuperação.

O CEO da Toyota Europe, Johan van Zyl

Relativamente à compra da Opel/Vauxhall por parte da PSA, e que se traduzirá na constituição do segundo maior grupo automóvel europeu, van Zyl acredita que não afectará a estratégia da Toyota para a Europa. A qual, refere, continuará a focar-se nos segmentos A, B e C, com a companhia a manter os híbridos como elemento diferenciador. “Nós não estamos desesperadamente à procura de aumentar o volume. Queremos antes criar sustentabilidade, fazer crescer o negócio na Europa”, garante.

Quanto ao Brexit, o responsável máximo da Toyota garante que a marca nipónica não pensa fazer qualquer alteração à estratégia definida para o Reino Unido. “Se nos prepararmos para o pior cenário e a realidade vier a ser menos negativa, é certo que estaremos bem”, defende, garantindo que a marca “continuará a produzir no Reino Unido”.