Brexit

Ou May controla as emoções ou Brexit torna-se impossível. A UE também respondeu à primeira-ministra inglesa

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Theresa May acusou a União Europeia de influenciar as eleições inglesa. Agora, é Donald Tusk que avisa a primeira-ministra britânica. Pede-lhe que controle as emoções ou o Brexit torna-se "impossível"

Na quarta-feira, Theresa May pediu a dissolução do Parlamento à rainha Isabel II

Justin Tallis/AFP/Getty Images

Cerca de 24 horas depois das acusações de Theresa May de que a União Europeia está a tentar influenciar as eleições inglesas, Donald Tusk, o presidente do Conselho Europeu, respondeu à primeira-ministra britânica, pedindo que sejam deixadas de lado as emoções nas negociações do Brexit que “já são difíceis o suficiente”.

As apostas são demasiado altas para deixar as nossas emoções ficarem fora de controlo. Porque estão em jogo a vida diária e os interesses de milhões de pessoas de ambos os lados do Canal [da Mancha]”, apontou Tusk.

O presidente do Conselho, que vai desempenhar um papel importante nas negociações, teme que elas se tornem “impossíveis” caso se comece a “discutir antes mesmo de começarem”. O presidente do Conselho Europeu pediu ainda que as negociações do Brexit sejam feitas de boa vontade, com respeito mútuo, discrição e moderação.

“As negociações do Brexit já são difíceis o suficiente. Se as emoções ficam fora de controlo, vão tornar-se impossíveis. Discrição, moderação e respeito mútuo são necessário”, pode ler-se numa publicação do Twitter de Donald Tusk.

O pedido de Tusk surge na sequência das acusações de Theresa May da passada quarta-feira. A primeira-ministra britânica acusou a União Europeia e a imprensa de tentarem influenciar as próximas eleições gerais do Reino Unido que estão agendadas para 8 de junho.

Os acontecimentos dos últimos dias mostraram que, independentemente dos nossos desejos, e por razoáveis ​​que sejam as posições dos outros líderes europeus, há em Bruxelas alguns que não querem que essas negociações tenham êxito e que não querem que a Grã-Bretanha prospere”, disse ainda Theresa May no mesmo dia.

A Comissão Europeia reagiu de imediato através de um porta-voz que disse aos jornalistas que a UE estava “bastante ocupada” com assuntos importantes para se preocupar com as eleições.

Esta eleição no Reino Unido é principalmente acerca do Brexit. Mas aqui em Bruxelas, estamos muito ocupados, bastante ocupados, com o nosso trabalho de política”, disse o porta-voz, citado pelo Independent.

A primeira-ministra britânica assegurou que sempre tentou facilitar os acordos com a União Europeia mas que nem sempre aconteceu.

No fim de semana passado, Jean-Claude Juncker, o presidente da Comissão Europeia terá garantido num jantar com Theresa May que as negociações do Brexit não seriam de sucesso. O jornal avançava que Juncker e a primeira-ministra britânica estiveram em desacordo.

As informações foram divulgadas pelo jornal alemão Frankfurter Allgemeiner Sonntagszeitung mas, segundo Theresa May, foram deturpadas.

Na quarta-feira, Theresa May pediu a dissolução do Parlamento à rainha Isabel II, que marca formalmente o início da campanha eleitoral. As negociações do Brexit deverão começar antes das eleições agendadas para dia 8 de junho.

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Luís Gouveia Fernandes
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