A Galp Energia anunciou esta quinta-feira que entrou em produção a primeira unidade replicante (FPSO P-66) nos campos de Lula e Iracema, na bacia de Santos, que é a sétima com participação da petrolífera em operação no Brasil. Em comunicado, a empresa realça que esta é a sétima unidade a entrar em operação no campo Lula/Iracema, em apenas seis anos, e a primeira unidade replicante a iniciar produção.

“A replicação de unidades FPSO é um conceito inovador a ser implementado pelo consórcio para a construção de seis FPSOs semelhantes concebidas especialmente para operar em projetos do pré-sal da bacia de Santos, com capacidade para processar diariamente 150 mil barris de petróleo e 6 milhões de metros cúbicos de gás natural”, sinaliza a Galp Energia.

Está previsto que a P-66 seja interligada a um total de dez poços produtores e oito injetores, encontrando-se a aproximadamente 290 quilómetros da costa do estado do Rio de Janeiro, ancorada a uma profundidade de água de 2.150 metros.

“É esperado que a operação comercial da unidade beneficie das excelentes condições dos reservatórios do campo Lula, que têm vindo a suportar elevados níveis de produtividade”, refere.

A Galp, através da subsidiária Petrogal Brasil, tem uma participação de 10% no consórcio que desenvolve o BM-S-11, sendo a Petrobras a operadora do campo Lula/Iracema com uma participação de 65%, cabendo à BG E&P Brasil, subsidiária da Royal Dutch Shell, os restantes 25%.

A Galp quer ter 16 unidades de produção em operação no Brasil e em Angola até 2021, o que significa duplicar o número existente nos próximos cinco anos, o que permitirá um crescimento médio anual da produção entre os 15% e 20% no período 2016-21, de acordo com o plano estratégico da petrolífera portuguesa.

No Brasil, onde a Galp detém sete das oito unidades em produção, nos campos de Lula e Iracema, está prevista a entrada em produção de mais uma unidade de produção no Brasil – Lula Norte ainda em 2017.

De acordo com o plano de execução apresentado em fevereiro, em 2018 há mais quatro unidades a começar a produzir – duas no Brasil (Berbigão/Sururu e extensão de Lula Sul) e duas novas plataformas no bloco 32, em Angola (Kaombo Norte e Sul), estando as restantes duas (também no Brasil calendarizadas para 2019 e 2020).