As autoridades retomaram esta terça-feira de manhã as buscas pelo menino que desapareceu no domingo na praia de São Torpes, concelho de Sines, disse à Lusa fonte da Polícia Marítima. A mesma fonte adiantou que estão envolvidas nas operações de busca pelo menos duas embarcações e duas viaturas em terra e que o total de meios deverá ser muito semelhante ao de segunda-feira.

Segundo acrescentou, no total foram cerca de 40 os homens envolvidos nas buscas na segunda-feira, entre bombeiros, GNR, Polícia Marítima e Força Aérea. De acordo com a informação prestada na segunda-feira à noite pelo comandante da Polícia Marítima e capitão do Porto de Sines, Manuel Sá Coutinho, estiveram envolvidos nas operações três lanchas, uma de fiscalização da Marinha, outra da Polícia Marítima e uma da Estação Salva-vidas de Sines, um helicóptero em vários períodos do dia e o Grupo de Mergulho Forense da Polícia Marítima.

O responsável acrescentou que as buscas decorreram ainda ao longo das praias a sul de São Torpes, envolvendo elementos da Capitania do Porto de Sines e agentes da Polícia Marítima, com a colaboração dos Bombeiros Voluntários de Sines.

O menino, de 10 anos, estava na água, na praia, com o pai, que terá saído do mar e deixou de ver o filho. O alerta para o desaparecimento do rapaz foi dado cerca das 16h30 de domingo. Trinta e seis pessoas morreram afogadas entre 1 de janeiro e 1 de maio deste ano, metade das quais no mar, segundo os dados divulgados pelo Observatório do Afogamento, da Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores. De acordo com o Observatório, nenhum dos locais onde as 36 pessoas morreram – 28 homens e oito mulheres – tinha vigilância. A Polícia Marítima e militares da Marinha reforçaram no início do mês a presença nas praias, alertando para os riscos das condições do mar.