Pelo menos 89 pessoas ficaram feridas na quarta-feira devido à violência que se gerou num protesto contra o governo em Caracas, informaram as autoridades venezuelanas, dirigentes da oposição e centros de saúde. Os centros de assistência do município de Baruta (estado de Miranda, distrito metropolitano de Caracas) atenderam pelo menos 50 feridos na quarta-feira, informou o serviço de saúde da localidade através da rede social Instagram.

O organismo denunciou que efetivos das forças de segurança que atuavam para conter o protesto lançaram bombas de gás lacrimogéneo muito perto de um dos seus postos médicos, onde assistiam feridos. O “Salud Baruta” afirmou que crianças, transeuntes e pessoas que se encontravam no seu local de trabalho foram afetadas pelo gás. “É inaceitável e desumano”, disse o organismo.

O presidente do município de Chacao (estado de Miranda, distrito metropolitano de Caracas), o opositor Ramón Muchacho, indicou que 39 pessoas que sofreram ferimentos na manifestação foram socorridas por pessoal médico. O autarca explicou que do total, 18 pessoas apresentaram traumatismos, 16 sofreram ferimentos causados por munições, dois sofreram asfixia, dois registaram problemas de tensão e um foi ferido por um berlinde. Todos estão “fora de perigo”.

O deputado Tomás Guanipa declarou em conferência de imprensa, em nome da coligação da oposição Mesa de Unidade Democrática (MUD), que “mais de 80 pessoas ficaram feridas apenas em Caracas”. Guanipa considerou que na quarta-feira as forças de segurança levaram a cabo uma “repressão maior que noutras oportunidades” contra os manifestantes.

Os municípios de Baruta e Chacao são diariamente palco de protestos contra o governo, que desde o passado dia 01 de abril já causaram 59 mortos e um milhar de feridos, segundo números do Ministério Público.