A vulnerabilidade do mercado de trabalho em Portugal não começou com a crise, em 2008, porque havia “fragilidades estruturais profundas”. Entre 2011 e 2015, elogia a OCDE, foi lançado um “conjunto abrangente de reformas” que foram “um passo na direção certa” e “explica, em parte, a rápida recuperação no mercado de trabalho nos últimos anos”.

A mensagem da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) surge num relatório internacional divulgado esta terça-feira, o OECD Employment Outlook 2017. A instituição elogia as melhorias na legislação laboral nesse período da troika e da governação de Passos Coelho, que estão a ajudar o emprego em Portugal a subir mais rapidamente do que a média dos países da OCDE. Contudo, a OCDE sublinha que, “apesar dos progressos, continuam a existir muitos desafios” — em particular a necessidade de “combater a segmentação generalizada no mercado de trabalho”.

A OCDE sublinha que a política do Governo deve estar orientada para a correção dessas “vulnerabilidades”, até porque apesar da recuperação do emprego, “com uma taxa de desemprego de 9,8% em abril, o desemprego continua acima do nível em que estava antes da crise, em 2007, bem como muito acima da média dos países da OCDE (5,9%)”.

Partindo desse pressuposto, a OCDE acredita que “a taxa de desemprego em Portugal vai continuar a cair, à medida que a taxa de emprego continua a melhorar, gradualmente convergindo para a média da OCDE”.