Fogo de Pedrógão Grande

GNR vai avaliar o que se passou na “estrada da morte”

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O porta-voz da GNR disse que a avaliação dos procedimentos adotados será feita após a conclusão do fogo, nomeadamente se foi ou não encerrada a EN236-1.

Toda a atuação vai ser avaliada, nomeadamente se foi ou não encerrada a EN236-1

Miguel A. Lopes/LUSA

A GNR vai avaliar todos os procedimentos adotados durante o incêndio que deflagrou no sábado em Pedrogão Grande depois de o fogo estar extinto, disse esta terça-feira à agência Lusa o porta-voz da corporação.

O major Bruno Marques adiantou que a avaliação dos procedimentos adotados será feita após o fogo estar concluído, uma vez que neste momento “a prioridade é o combate aos incêndios e a proteção e socorro das populações”.

Segundo o porta-voz da Guarda Nacional Republicana, toda a atuação vai ser avaliada, nomeadamente se foi ou não encerrada a Estrada Nacional (EN) 236-1, apelidada agora de “estrada da morte” e onde morreram várias pessoas encurraladas pelas chamas entre Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos.

Ao Observador, o porta-voz da GNR afirmou que não há para já nenhuma indicação de que os militares tenham encaminhado carros para a chamada “estrada da morte”. Bruno Marques lembra que a prioridade agora é “resgatar pessoas, evacuar pessoas que possam a vir a estar em público, combater os incêndios e tentar salvar todos os bens que for possível”. Só depois disso, acrescentou, “serão feitas as devidas avaliações do que se passou”.

“Num minuto uma estrada é segura, noutra não”

Bruno Marques confirmou ao Observador que “havia estradas cortadas e estradas não cortadas” e que a avaliação era muito complicada na altura, já que, “dada a imprevisibilidade de uma catástrofe natural daquela dimensão, num momento vira tudo: num minuto uma estrada é segura, noutra não”. Ou seja: mesmo que se venha a provar que os militares da GNR tenham enviado carros para aquela estrada, aquela podia ser a melhor opção tendo em conta as informações que tinham e a situação que ocorria naquele momento.

É neste sentido que o porta-voz da GNR adverte que é “impossível controlar” uma situação daquelas: “Se pudéssemos, estaríamos lá para apagar o fogo quando o raio atingiu a árvore”.

Depois de toda a situação passar, “vai ser feita uma avaliação de tudo o que foi feito e do que devia ter sido feito”, já que “é difícil fazer uma avaliação quando os militares estão há dias no terreno, a inalar fumo, a tentar socorrer pessoas”. Garante ainda que a GNR tem “mecanismos internos para avaliar se teve os melhores procedimentos e isso será feito neste caso, como é feito em todos os outros.”

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