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“Caos no maior incêndio da história de Portugal: 64 mortos, um avião fantasma e 27 aldeias evacuadas”. É este o título do artigo do El Mundo que esta quarta-feira sintetiza o quarto dia de combate aos fogos que continuam a arder no centro do país — e onde o jornal espanhol profetiza o fim da carreira política de António Costa, à custa de uma “gestão desastrosa da tragédia”.

“A evidente falta de coordenação entre as autoridades, tanto a nível dos trabalhos de extinção, como da comunicação com os media, provocaram uma enxurrada de críticas à gestão do desastre por parte do Governo do primeiro-ministro António Costa, e em particular da ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, a menos de quatro meses das eleições legislativas em Portugal”.

Para além de errar — as eleições de outubro serão autárquicas, não legislativas — a reportagem do El Mundo descreve os acontecimentos desta terça-feira, passando pelo evacuação atribulada de 27 aldeias e dos respetivos “habitantes idosos” e pela “grande confusão” provocada pela notícia, “desmentida quase duas horas depois”, da queda de um avião Canadair de combate aos incêndios.

Também critica explicitamente o episódio dos bombeiros da Galiza impedidos de ajudar e recambiados para casa pela ministra da Administração Interna: “De forma inexplicável, ao mesmo tempo que o incêndio se expandia e os bombeiros lusos reconheciam estar a ser derrotados pelas condições do terreno, a ministra Urbano de Sousa vetava a entrada de uma coluna de 60 bombeiros galegos no território português. A ministra confirmou que tinha recusado a ajuda, assegurando que ‘já havia um excesso de voluntarismo’ no terreno”.

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