Pelo menos nove pessoas morreram e cerca de 30 estão desaparecidas depois de uma embarcação turística com 170 pessoas a bordo, conhecida como ‘El Almirante’ ter naufragado este domingo, no lago de El Peñol de Guatapé, na Colômbia, a 45 quilómetros da cidade de Medellín. Quase 100 foram resgatadas pelos meios de socorro que acorreram ao local, enquanto as restantes conseguiram ficar em situação de segurança pelos seus próprios meios.

Nas últimas horas, Juan Manuel Santos, presidente da Colômbia, confirmava a existência de apenas seis vítimas, mas o número aumentou mesmo para nove. A informação começou por ser divulgada tendo como fonte as equipas de mergulhadores que se encontram no local e já foi entretanto confirmada por Margarita María Moncada Zapata, diretora operativa do Dapard, Departamento de Prevenção e Desastres de Antioquia.

Na primeira informação prestada, o diretor do hospital de Guatapé, Eduardo Rivera, que falou aos meios locais, deu logo conta da morte de três pessoas que chegaram a unidade de saúde na sequência do naufrágio. O chefe da polícia colombiana, Jorge Nieto, disse que outras 30 pessoas estão desaparecidas. O número de vítimas subiu entretanto para seis, confirmando os piores cenários avançados depois do naufrágio, encontradas pelos mergulhadores.

As seis vítimas mortais já foram identificadas. Uma delas, Valentina Jaramillo, seria filha do dono da embarcação, ocupando um cargo de administração da empresa. María Hilda Idarraga, Edilma Barragán, Lupe del Socorro Cantor Rodríguez, John Jairo Palacio Restrepo e Daniel Mora Ortiz foram as outras vítimas conhecidas do naufrágio.

“Atendemos no hospital de Guatapé 24 pessoas, dos quais três acabaram por falecer. Tentámos fazer todas as manobras de reanimação mas já não foi possível salvarmos essas pessoas. Houve um outro paciente que foi para o município de Rionegro numa situação complicada mas não está em peerigo de vida. Sete pacientes já tiveram alta e, entre os outros 13, apenas um requer uma maior observação”, explicou Carlos Montoya, Secretário da Saúde de Antioquia.

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, confirmou através do Twitter que foi lançada uma operações de emergência. “Aquilo que me informaram até ao momento é que a embarcação estava habilitada até a ter mais pessoas, pelo que a hipótese de sobrelotação como motivo do naufrágio não se coloca. As operações vão continuar toda a noite e há um grupo de 15/20 mergulhadores a fazer buscas. Venho também dizer a todas as famílias que estão à espera dos seus entes queridos que vamos dar todo o acompanhamento com tudo o que estiver ao nosso alcance para ajudar da melhor forma possível”, disse o presidente colombiano, citado pelo El País.

A Força Aérea colombiana lançou uma grande operação de resgate, com a presença de mergulhadores, bombeiros, várias embarcações de resgate e um helicóptero.

Continuam ainda por apurar as causas do naufrágio. Sobreviventes entrevistados por meios de comunicação locais, citados pela Sky News, referem que as pessoas a bordo não tinham coletes salva-vidas e que a embarcação de quatro andares, conhecida por ‘El Almirante’, parecia estar sobrelotada, informação negada pelo presidente colombiano.

Nas redes sociais há vídeos do incidente:

https://www.facebook.com/juan.quiroz.5201/videos/10155627054457526/