Graça Fonseca, secretária de Estado da Modernização Administrativa assumiu a sua homossexualidade numa entrevista publicada esta terça-feira no Diário de Notícias, justificando a sua afirmação de forma “completamente política”.

A governante, que já tinha sido vereadora de António Costa na câmara de Lisboa, disse considerar “importante” haver personalidades a afirmar “publicamente que são homossexuais”. E explicou que “as pessoas perceberem que há um seu semelhante, que não odeiam, que é homossexual” pode ajudar a combater o preconceito:

Acho que se as pessoas começarem a olhar para políticos, pessoas do cinema, desportistas, sabendo-os homossexuais, como é o meu caso, isso pode fazer que a próxima vez que sai uma notícia sobre pessoas serem mortas por serem homossexuais pensem em alguém por quem até têm simpatia.”

Apesar de ter feito esta revelação pública, Graça Fonseca diz que “a privacidade é absolutamente fundamental”. A responsável por programas como o Simplex considera que não basta fazer leis como as uniões e facto, o casamento ou a adoção para mudar as mentalidades: “Não bastam para mudar a forma como olho para o outro, que aquilo que muda a forma como olhamos para os fenómenos tem muito que ver com empatia…”

A opção sexual de cada um “não afeta em nada o que se faz”, acrescenta a secretária de Estado. “É indiferente se estou com um homem ou com uma mulher. Não altera em nada a forma como faço o Simplex, como faço o orçamento participativo”, afirma ao DN.