A britânica Jaguar Land Rover escolheu a primeira edição do Tech Fest, da universidade de arte, design e tecnologia Central Saint Martins de Londres, no Reino Unido, para apresentar o primeiro volante com activação por voz e inteligência artificial, que o condutor pode inclusivamente levar debaixo do braço, e a que o fabricante deu o nome de Sayer.

O Sayer – cujo nome homenageia um dos projectistas mais representativos do passado da Jaguar, Malcolm Sayer, que trabalhou para a marca inglesa entre 1951 e 1970 – aponta a um futuro de veículos eléctricos e partilhados, em que os consumidores, ao invés de comprarem o seu próprio automóvel, utilizam uma rede de veículos permanentemente disponíveis e ligados entre si. O cliente apenas tem de informar a hora e local em que necessita de um veículo.

Neste futuro imaginado pela Jaguar Land Rover, em que os condutores passarão a fazer parte daquilo que o fabricante britânico designa de “clube de veículos pedidos”, aos “membros” bastará que comprem não a viatura, mas apenas e só o volante – o Sayer. Que o proprietário guardará em casa, trazendo-o consigo sempre que necessite de se deslocar de automóvel, uma vez que só assim terá acesso à viatura.

Descrito como o futuro “companheiro mais fiel dos condutores”, o Sayer é, segundo a Jaguar Land Rover, o primeiro volante com ativação por voz e inteligência artificial, com capacidade de realizar centenas de comandos. E que, informado antecipadamente pelo condutor dos planos para o dia seguinte, consegue não só colocar um carro à porta do utilizador, à hora pretendida, como vai chamando a atenção para os aspectos mais importantes do trajecto, durante a viagem, para que este desfrute de uma experiência o mais agradável possível.

O Sayer é ainda apresentado como uma “obra de arte escultural”, destinada a (também) embelezar o habitáculo do próximo protótipo futurista da Jaguar, denominado Future-Type. E que, tal como o Sayer, destina-se a desbravar novos caminhos, em termos de mobilidade, para lá de 2040.