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Numa altura em que ainda existem muitas perguntas por responder sobre o incêndio de Pedrogão Grande, os fogos que têm vindo a assolar o país voltam a gerar nova polémica, tendo desta vez o comandante nacional da Proteção Civil (Conac), Rui Esteves, como principal visado. O responsável é o alvo das queixas de dois deputados do Partido Social Democrata (PSD), que querem ver investigada a sua atividade, em especial no combate aos incêndios em Mação, avança o Público.

Decorria o mês de Julho quando na Sertã começou um fogo que rapidamente se alastrou para Mação, município que viria a ser intensamente fustigado pelas chamas, sendo consumidos 18 mil hectares de floresta (29 752 no total dos concelhos abrangidos, segundo o Instituto de Conservação da Natureza). Um mês depois, em Agosto, o mesmo município voltou a ser palco de outro incêndio florestal que desta vez queimou cerca de 12.897 hectares. São as decisões operacionais tomadas por Rui Esteves nestes dois incêndios que estão na base dos protestos de Vasco Estrela, presidente da câmara desta localidade, e de Duarte Marques, deputado que vão pedir uma investigação à Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI).

O fundamento deste pedido de esclarecimentos tem como base a coordenação no teatro de operações de julho, nomeadamente o desvio de meios e equipas de Grupos de Intervenção Permanente (GIP) da GNR para outros concelhos, e o número de aeronaves e bombeiros utilizados no incêndio de agosto. Em declarações dadas ao Público, o deputado Duarte Marques, que já terá pedido à ministra Constança Urbano de Sousa “uma investigação à ação direta do Conac Rui Esteves”, afirma que se o Ministério da Administração Interna (MAI) não avançar, irá “preparar uma queixa à IGAI.”

Já o presidente da Câmara de Mação reforça a posição do deputado social-democrata, afirmando que se o relatório da Autoridade Nacional da Proteção Civil não lhe chegar às mãos e/ou não seja satisfatório, vai também formalizar uma queixa no IGAI no dia 13 deste mês.

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