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Reabrir as Piscinas Municipais de Celorico da Beira?

A câmara de Celorico da Beira prometeu em 2013 reabrir as piscinas municipais, mas não o fez - o que levou à demissão de uma vereadora por não ter cumprido o que prometeu à população.

Em ano de eleições autárquicas, o Observador convidou os leitores a enviarem, através deste formulário, denúncias relativas a promessas dos seus presidentes de câmara que ficaram por cumprir. Das centenas de denúncias que nos continuam a chegar, escolhemos as mais relevantes e publicamos, até às eleições, o resultado das nossas investigações.

Onde?

Município de Celorico da Beira, distrito da Guarda. Tem perto de 8 mil habitantes e está dividido em 16 freguesias.

Quem?

José Monteiro, ou “ZéZé” como se apresentava em campanha, presidente da Câmara Municipal de Celorico da Beira desde 2005. A terminar o terceiro mandato, o autarca, eleito pelo PS, já não se pode recandidatar. No seu lugar, este ano o candidato socialista é José Albano Marques, hoje chefe de gabinete do presidente da câmara.

Campanha das eleições autárquicas de 2013 de José Monteiro (Imagem: Arquivo Ephemera)

Qual foi a promessa?

Reabrir as piscinas municipais, que há mais de uma década são uma das maiores controvérsias do concelho. Construída há dezenas de anos, a estrutura esteve em funcionamento até à entrada em funções do atual executivo, em 2005. Encerraram poucos meses depois de José “Zezé” Monteiro entrar em funções devido a danos estruturais no edifício e no tanque. “Situações menos boas, principalmente a nível construtivo e os tanques apresentam algumas deficiências“, justificava o presidente da Câmara, como se pode ler numa ata da Assembleia Municipal de fevereiro de 2014, última vez em que o assunto foi trazido à discussão.

Excerto do manifesto eleitoral de 2013 do PS, que prometia dinamizar aulas nas Piscinas Municipais. Para isso, tinha de as reabrir, mas até hoje continuam fechadas

Foi precisamente neste último mandato que a polémica se agravou, tendo levado inclusivamente à demissão da vereadora Maria do Céu Louro, que este ano apoia a campanha pelo movimento independente Pela Nossa Terra. “As promessas que andei a partilhar com a população esfumaram-se. As piscinas levaram-me a repensar o que é eu estava a fazer naquele executivo. Não era ali o meu lugar, não tinha sido aquilo que tinha prometido às pessoas“, disse Maria do Céu Louro num evento do movimento independente, intervenção que pode ser vista num vídeo disponível no Facebook. “O programa foi metido numa gaveta sem chave”, lamentou, recordando que andou a fazer campanha em 2013 prometendo a abertura da piscina municipal para outubro desse ano.

Num discurso inflamado, a ex-vereadora recordou a luta pela reabertura das piscinas. O primeiro problema que lhe foi apresentado pelo executivo foi o do combustível. Havia um problema com o abastecimento de combustível da infraestrutura e já não se falava dos problemas estruturais da construção. Uma pesquisa pelo tema das piscinas nas atas da Assembleia Municipal prova que efetivamente esse foi o problema apresentado pelo executivo camarário em 2013, depois das últimas eleições.

Excerto da ata da Assembleia Municipal de 20/12/2013

Resolvido o problema do abastecimento de combustível, a piscina não abriu “brevemente”. Em fevereiro do ano seguinte, o tema voltava à Assembleia Municipal, com o presidente da Câmara a sublinhar novamente que há problemas de construção na infraestrutura e que foi feito um “levantamento técnico e rigoroso no local, com o objetivo de verificar qual a possibilidade de se iniciarem os trabalhos”. Na mesma reunião, apontava-se um novo prazo para a reabertura das piscinas: março de 2014. Não abriram e o assunto acabaria por morrer assim.

Excerto da ata da Assembleia Municipal de 26/02/2014

Qual é o ponto de situação?

As piscinas municipais estão hoje encerradas. Depois do problema do combustível e dos danos na infraestrutura, o impedimento mais recente será a não existência de um desumidificador nas instalações da piscina, segundo denunciou a ex-vereadora Maria do Céu Louro na mesma intervenção na campanha do movimento independente. Nos últimos anos tem até havido funcionários afetos às piscinas, mas têm pouco ou nada que fazer nas instalações.

A piscina municipal de Celorico da Beira tem as portas fechadas e, em alguns dias, três funcionários no interior (Foto: DR)

Qual a justificação da autarquia?

O Observador procurou contactar a Câmara Municipal de Celorico da Beira para esclarecer todas as questões em torno da não abertura das piscinas: porque fecharam em primeiro lugar, quais os impedimentos à reabertura e quais os projetos da autarquia para o futuro das instalações. Contudo, após duas semanas de insistência e de ter sido garantido ao Observador que a autarquia estava a preparar uma resposta, o esclarecimento não chegou até à publicação deste artigo.

Depois do contacto formal com a autarquia, o Observador contactou diretamente José Monteiro, que informou ter cessado funções como presidente da câmara poucos dias antes para assumir um cargo de chefia na Unidade Local de Saúde da Guarda. O chefe de gabinete, José Albano Marques (que é candidato à câmara este ano) também disse ao Observador ter cessado funções na autarquia. Não foi possível contactar o novo presidente da câmara, José Luís Cabral.

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