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Grandes credores da Oi rejeitam novo plano de recuperação judicial da empresa

Os maiores credores da operadora brasileira Oi rejeitam a alteração do plano de recuperação judicial apresentado pela empresa, afirmando que ele protege os atuais acionistas às custas dos credores.

MARCELO SAYAO/EPA

Autor
  • Agência Lusa

Os maiores credores da operadora brasileira Oi rejeitaram esta sexta-feira a alteração do plano de recuperação judicial apresentado pela empresa na última quarta-feira, afirmando que ele protege os atuais acionistas às custas dos credores.

A Diretoria e o Conselho de Administração da Oi apresentaram uma proposta de reestruturação que parece ter como objetivo somente proteger e aumentar os interesses dos atuais acionistas, em detrimento do melhor interesse da companhia e demais partes interessadas”, afirmam os credores num comunicado divulgado esta sexta-feira.

Estes ‘bondholders’ (detentores de títulos de dívida), representados pela consultoria G5 Evercore, pela Moelis & Company e alguns bancos representados pelas FTI Consulting, detêm 22 mil milhões de reais (5,9 mil milhões de euros) de títulos de dívida da empresa.

Embora tenha tido aproximadamente um ano e meio para fazê-lo, a Oi não se engajou em negociações sobre o plano de recuperação judicial com o seu maior grupo organizado de credores e a diretoria apenas se reuniu com os grupos de credores Oi e a FTI no dia anterior à apresentação de seu plano alterado”, lê-se no comunicado.

Na avaliação dos credores, este procedimento impediu que eles pudessem apresentar sugestões “evidenciando o conflito de interesse que marca esse processo”.

No que se refere ao novo plano de injeção de novo capital na empresa, o grupo apontou que a “Oi não possui comprometimento firme de novos recursos, de forma que é improvável que atraia investidores tendo em vista o mecanismo obscuro e sem precedentes de fixação de preços”.

Os ‘bondholders’ também alegaram que a nova proposta de estrutura de capital é insustentável e “resultará numa empresa excessivamente endividada”, com um ‘stock’ de dívida e património que “impedirá” o Grupo Oi de aceder “aos mercados de capitais brasileiro e internacionais futuramente”.

“O fracasso na captação de recursos no futuro fará com que a Companhia dificilmente seja capaz de realizar os investimentos de capital necessários, potencialmente resultando no declínio do seu negócio e de seu desempenho”, criticaram os credores.

Outro ponto insatisfatório indicado seria um suposto enriquecimento injustificado acionistas. “Ao invés de contribuir para a efetiva restruturação, os atuais acionistas se beneficiam duplamente da proposta apresentada, seja mantendo injustificável posição acionária [acionista] após a reestruturação e ainda obtendo um ganho indevido em função do sugerido aumento de capital”, avaliam no comunicado.

O último ponto negativo indicado pelos detentores de títulos de dívida da Oi seria a ausência de reformas na ‘governança’ da companhia.

O plano da Oi não prevê reformas na governança – os investidores não estarão dispostos a comprometer dinheiro novo sem mudanças significativas na governança, já que a estrutura de governança atual é uma das principais causas da atual restruturação”, concluem.

A operadora brasileira Oi, na qual a portuguesa Pharol é acionista de referência, com 27%, tinha pedido o adiamento da assembleia de credores para 23 de outubro, pedido que o tribunal do Rio de Janeiro aceitou.

A Oi esteve num processo de fusão com a Portugal Telecom, o qual não se concretizou, e entrou com um pedido de recuperação judicial em junho do ano passado, por não conseguir negociar suas dívidas que na época somavam 65 mil milhões de reais (17,4 mil milhões de euros).

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