Já esta sexta-feira, dia 27, há greve nacional da função pública, convocada pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública e anunciada logo no início de outubro. A paralisação, a terceira convocada pela associação sindical desde a tomada de posse do atual governo, foi justificada pela coordenadora Ana Avoila com a falta de respostas a reivindicações como o aumento de salários, o descongelamento “imediato” das progressões na carreira, e as reposições do pagamento das horas extraordinárias e das 35 horas semanais para todos os trabalhadores.

Não será a única a acontecer nesse dia: o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) já pediu aos seus membros que se juntem à greve da função pública — e manteve inalterado o protesto agendado para o próximo dia 8 de novembro, convocado juntamente com a FNAM (a Federação Nacional dos Médicos).

Já a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) formalizou, com uma semana de antecedência, um pré-aviso de greve também para esta sexta-feira, 27, como forma de protesto contra a forma como o descongelamento de carreiras vai afetar os professores, associando-se também eles à greve da função pública.

Podem fechar escolas, serviços públicos e nos hospitais e centros de saúde deverão funcionar os serviços mínimos.

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Durante o mês de novembro a Fenprof tem mais ações planeadas: a partir de dia 6 e até ao final do 1º período de aulas, os educadores de infância e os professores dos ensinos básico e secundário farão greve “a toda a atividade direta com alunos que esteja inscrita na sua componente não letiva, e também a atividades que não deverão ser da sua responsabilidade, mas de trabalhadores não docentes”, informou a federação sindical via comunicado. No mesmo documento, a Fenprof anunciou ainda, para 15 de novembro, o Dia Nacional de Luta dos Professores.

Mais para o final do mês de novembro, a 28 e 29, e de dezembro, a dia 21, está prevista a greve dos árbitros de primeira categoria aos jogos a contar para a Taça da Liga, avisou a APAF (Associação Portuguesa dos Árbitros de Futebol) no início desta semana. Os árbitros fizeram questão de garantir, em comunicado, que a paralisação não se prende com questões remuneratórias, mas é, sim, um protesto contra “o clima no futebol português”, que “se tem degradado cada vez mais nos últimos tempos”: “Não existem condições para continuar a arbitrar”.

Os enfermeiros, em ações convocadas pelo Sindicato Independente dos Profissionais de Enfermagem (SIPE) e pelo Sindicato dos Enfermeiros (SE), também tinham planeado fazer greve entre 23 e 27 de outubro mas a paralisação foi entretanto cancelada.