PSD

Rui Rio diz que jantar no Panteão é sinal de “falta de respeito pelas instituições”

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Rio fala em "falta de respeito pelas instituições" e em "mau senso terrível" do Governo por não ter dito que não. Santana diz que jantar no Panteão foi "indigno" e que Costa deve tirar consequências.

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Rui Rio considera “inadmissível” o jantar que se realizou no Panteão com figuras de topo das empresas que participaram na Web Summit, e um sinal de que há “uma falta de respeito pela instituições”. Falando aos jornalistas à margem de um encontro com militantes em São João da Madeira, o candidato à liderança do PSD sublinhou que essa “falta de respeito” pelas instituições já existe “há muito tempo”, e não é só uma questão do atual Governo. Já Santana Lopes tinha considerado o jantar “indigno”, e pedido ao primeiro-ministro que tirasse as devidas consequências.

Segundo Rui Rio, o jantar realizado no Panteão “não cabe na cabeça de ninguém”, mas é só mais uma prova de que é preciso “reforçar o respeito pelas instituições”. “Se é preciso ajustar a legislação ajuste-se, mas quem decidiu teve um mau senso terrível”, disse. Ou seja, o problema pode estar em quem fez a lei, mas está também em quem deu a autorização. “Há uma lei que permitia dizer que sim ou que não, e houve alguém que disse que sim quando devia dizer não”, sublinhou, pondo a culpa no Governo de António Costa.

Também Pedro Santana Lopes tinha dito aos jornalistas que se o primeiro-ministro acha indigno o jantar no Panteão Nacional, deve tirar as devidas consequências e não apontar o dedo ao anterior Governo. O candidato à liderança do PSD espera que tais eventos não voltem a repetir-se.

Questionado sobre a entrevista de Santana Lopes ao Diário de Notícias e TSF, onde Santana elogiou o trabalho de Mário Centeno, Rui Rio preferiu dizer que o atual ministro das Finanças é “incapaz de fazer qualquer reforma”. E disse que as cativações são o único “remédio” de Mário Centeno, que depois se traduz em mais dívida para os hospitais e o Serviço Nacional de Saúde, por exemplo. “Enquanto não se fizer uma reforma do Estado a sério temos de viver de cativações, que é abaixo de remédio”, concluiu.

Instado a comentar a farpa de Santana Lopes, que disse que “os políticos que querem fazer de conta que são políticos diferentes dos outros seres humanos estão condenados ao fracasso”, Rio limitou-se a dizer que o adversário “tem dito coisas que não percebo”. “Ainda no outro dia dizia que há militantes escondidos a trair o partido pelas costas, mas não vejo nada, não percebo o que diz”, acrescenta.

Em declarações aos jornalistas, citadas pela SIC, em São João da Madeira, o candidato à liderança do PSD disse ainda se for eleito terá “uma liberdade de ação maior” do que o seu adversário direto, uma vez que “nunca fui nomeado por este Governo, não devo nada ao primeiro-ministro nem ele a mim”. Santana Lopes foi nomeado presidente da Santa Casa da Misericórdia pelo anterior Governo e reconduzido pelo Governo de António Costa.

Ainda assim, Rui Rio garante que não vai fazer “oposição a dizer mal de tudo”, vai sim procurar diálogos e consensos. “Esse não é o meu estilo”, disse. Também Santana Lopes tinha dito, na entrevista ao DN, que admite fazer pactos de regime com o atual Governo, nomeadamente em matérias como os incêndios e a reforma florestal.

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