Quando os presidentes dos principais clubes portugueses querem falar, falam. Esta sexta-feira, Pinto da Costa, líder do FC Porto, queria falar. E falou, sobre muitos temas da atualidade, à margem da inauguração de uma exposição no Museu do clube a propósito dos 90 anos de basquetebol no clube azul e branco. Na globalidade, houve uma espécie de “passagem ao lado” em relação ao clima que se vive atualmente no futebol português, mas nem por isso o número 1 dos dragões há 35 anos deixou de abordar o rival Benfica e o “novo Apito Dourado”.

“BTV? Não tenho esse canal. O Benfica pode falar no que quiser. Querem que o Benfica fale do quê? Da Champions? Em cinco jogos tem zero pontos, um golo marcado e 12 sofridos. Acha que o Benfica pode falar de futebol? O Benfica tem de falar de qualquer coisa, nem que seja da Guerra Civil de Espanha. Agora de futebol é que não pode falar. Então em cinco jogos tem zero pontos, é um recorde. Se fosse o Benfica falava das guerras de Aljubarrota e de tudo o que quisessem, agora de futebol é óbvio que não podem falar”, comentou a esse propósito, passando depois para a questão do atual “clima de ódio” que se vive e tem sido tão abordado no espaço mediático.

“Estes indivíduos que não percebem nada de futebol é que são especialistas na arbitragem? Há muito tempo que estes senhores minam o futebol português e o clima na arbitragem. Agora é que descobriram que há este clima e os dirigentes são culpados. São culpados porque contribuíram para que os ‘Goberns’ e ‘Ruis Gomes da Silva” estivessem nos programas. Foi aí começou clima de ódio no futebol português. As televisões deviam meditar sobre isso”, referiu.

Há um clima de guerrilha por causa dos diretores de comunicação, é passar um pano pela poeira e encobrir o que esses senhores andaram a fazer de mal ao futebol durante muitos anos”, sublinhou Pinto da Costa sobre o atual estado dofutebol português.

Em paralelo, o presidente do FC Porto não deixou de lançar uma farpa a António Salvador, homólogo do Sp. Braga, depois das declarações proferidas no final da reunião do G15, ao mesmo tempo que se mostrou alheio ao recente ultimato de 20 dias que os árbitros deixaram numa espécie de pré-aviso de greve.

“Não vou dar crédito nem descrédito, não fui convidado para essa reunião. Agora, questiono como é que o António Salvador está contra os empréstimos e tem lá um jogador que nos pediu muito emprestado, que é o João Carlos Teixeira. Espero que em janeiro ele o devolva, para ser coerente”, disse. “Posição dos árbitros? Isso não me diz respeito. Respeito qualquer decisão dos árbitros, não interfiro nem tenho nada a ver com isso e não sou eu que tenho de resolver o assunto”, acrescentou, antes de desmentir qualquer reunião com Fernando Gomes, líder da Federação Portuguesa de Futebol.