Depois da introdução da variante de 150 cv do novo motor 1.5 TSI, com um sistema que permite desligar dois dos quatro cilindros sempre que se pressiona só ligeiramente o acelerador, o Volkswagen Golf vê agora reforçados os seus argumentos no domínio dos consumos e emissões. Tudo graças à introdução de uma nova variante desta mesma unidade a gasolina, mas com apenas 130 cv. E, se perde potência, ganha em consumo e emissões poluentes, uma vez que mantém a tecnologia da gestão activa dos cilindros, mas complementa-a com um turbocompressor de geometria variável e a função “coasting”, a tal que permite ao motor andar à vela, ou seja, desligado.

Anunciando um binário máximo de 200 Nm logo a partir de pouco mais do que o ralenti (às 1400 rpm), este novo bloco turbo de 1,5 litros com injecção directa e sistema common-rail, destaca-se não apenas por ser bastante silencioso, mas também por consumir menos gasolina e emitir valores mais baixos de emissões poluentes. Isto é conseguido em parte à custa de um turbocompressor variável, similar ao que equipa o Porsche 911 Turbo, surgindo aqui pela primeira vez num veículo produzido em massa.

Um gasolina com o consumo de um diesel

A prova da eficácia do novo motor é confirmada pelos valores anunciados, com a versão de cinco portas e caixa manual, a reivindicar médias de 4,9 l/100 km e emissões de 113 g/km (110 g/km com caixa automática DSG). Valores que permitem, apesar de funcionar a gasolina, aproximar-se dos valores que caracterizam os motores diesel.

Na base destes estes resultados, está o facto de este motor surgir equipado com a função “coasting”, a qual, nas versões com caixa automática de seis velocidades e até aos 130 km/h, desliga o motor sempre que o condutor levanta o pé do acelerador, ou passa a pressioná-lo apenas ligeiramente. Para que todos os sistemas do veículo continuem a funcionar, mesmo com o motor parado, a começar pelos travões (servofreio), este 1.5 TSI de 130 cv está dotado de uma bateria de iões de lítio de maior capacidade, que fornece a necessária energia.

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No caso da bateria estar com pouca carga, o motor mantém-se a trabalhar, mas ao ralenti, minimizando as perdas. Com o computador de bordo no painel de instrumentos a exibir, a partir daí, a mensagem “inércia”. O que significa que o veículo passou a deslocar-se dessa forma.

Avançar com dois ou quatro cilindros

Por outro lado, sempre que o condutor circula sem recorrer a muita potência do motor, o sistema de gestão activa dos quatro cilindros leva o motor a desligar dois deles. Nestas condições, surge no painel de instrumentos a informação “2 cilindros”. De referir que, enquanto o motor estiver frio, a desactivação de cilindros mantém-se inibida. Tal como, sempre que circularmos com a caixa num modo mais desportivo, tanto o sistema de gestão activa dos quatro cilindros, como a marcha por inércia, deixam de estar disponíveis.

Já quando circulamos com o motor “à vela”, sempre que accionarmos o travão, o propulsor volta igualmente a entrar em acção, desta vez para ajudar com o efeito travão motor, poupando o sistema de travagem e regenerando energia. O mesmo acontece sempre que levantamos repentinamente o pé do acelerador, com o sistema a presumir que nos preparamos para travar.

Já disponível em Portugal, com todos os níveis de equipamento a partir do Confortline, o Golf 1.5 TSI de 130 cv pode ser adquirido por preços a partir de 27.215€, para a carroçaria de cinco portas, ao passo que a Variant é proposta com valores que começam nos 28.250€.