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Autoeuropa

Vieira da Silva adverte que tempo de impasse corre contra o futuro da Autoeuropa

O ministro do Trabalho advertiu que a atual situação de impasse na Autoeuropa constitui um sério risco e apelou a uma rápida convergência entre administração e trabalhadores.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

“O tempo corre contra a Autoeuropa”, disse Vieira da Silva no final do Conselho de Ministros, em que caracterizou como “preocupante” a atual situação de desacordo laboral na empresa, cuja administração já lamentou a rejeição do pré-acordo sobre os novos horários de trabalho na fábrica de automóveis da Volkswagen em Palmela.

“Estamos numa situação preocupante, já que duas comissões de trabalhadores assinaram nos últimos meses, em momentos diferentes, mas próximos, dois pré-acordos com a administração da empresa que viabilizam o crescimento da produção necessária para assegurar que a Autoeuropa, por si só, dá resposta às necessidades do novo modelo que ali nasceu (o T-Roc]”, declarou o ministro do Trabalho, da Segurança Social e da Solidariedade.

Em relação a este último acordo subscrito por uma comissão de trabalhadores recentemente eleita e que não foi viabilizado em referendo pelos trabalhadores da empresa, Vieira da Silva considerou que se criou “uma situação de impasse”.

As situações de impasse, em empresas com pressão externa como a que tem a Autoeuropa, são situações de risco. O Governo terá uma proximidade muito grande em relação à situação, mas tem a expetativa que a administração e os trabalhadores terão a capacidade de resolver rapidamente, encontrando pontos de convergência. Porque o tempo está a correr muito depressa e quando há um impasse a situação não corre a nosso favor,”, vincou o membro do Governo.

De acordo com a perspetiva de Vieira da Silva, foi de soluções de convergência entre administrações e trabalhadores que se alicerçou “o sucesso da Autoeuropa” e que, de resto, explica a razão pela qual está a produzir um modelo que regista já uma rápida penetração no mercado. Ora, essa evolução, segundo o titular da pasta do Trabalho, “aponta para a continuação do crescimento da empresa e da medida relativa à contratação de trabalhadores prevista no plano de desenvolvimento da empresa”.

“A história da Autoeuropa em Portugal é de sucesso e estamos certos que continuará a ser, porque tem tido como um dos pilares fundamentais da sua projeção externa uma intensa regulação através do diálogo social. A empresa e os trabalhadores têm tido capacidade de negociar, por vezes em condições difíceis, acordos que têm permitido o reforço da empresa. E, neste momento, projeta-se para o futuro o maior crescimento da importância económica, laboral e social da Autoeuropa no nosso país, na sua região, para os trabalhadores e suas famílias”, insistiu Vieira da Silva.

A administração da Autoeuropa lamentou esta quinta-feira a rejeição do pré-acordo sobre os novos horários de trabalho na fábrica de automóveis da Volkswagen em Palmela e remeteu para mais tarde uma tomada de posição. “Lamentamos a rejeição do pré-acordo, estamos a analisar o impacto desta situação e oportunamente tomaremos posição”, disse à agência Lusa fonte oficial da empresa.

Após o referendo realizado na quarta-feira, em que mais de 63% dos trabalhadores rejeitaram o pré-acordo, a Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa anunciou a intenção de retomar o diálogo com a administração da fábrica de Palmela.

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